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Com 95 anos, idoso tem atendimento negado em mais de 10 hospitais em Salvador
Diagnosticado com uma necrose na perna, o engenheiro aposentado Walter Silva, de 95 anos, teve atendimento negado em mais de 10 hospitais particulares de Salvador, no último final de semana, segundo denúncia de familiares do idoso. A filha de Walter, Maria Lídia Ramalho, afirmou em entrevista à Metrópole, que as instituições recusaram recebê-lo mesmo a família se propondo a pagar atendimento particular adiantado. [Leia mais...]

Foto: Reprodução / Sesab
Diagnosticado com uma necrose na perna, o engenheiro aposentado Walter Silva, de 95 anos, teve atendimento negado em mais de 10 hospitais particulares de Salvador, no último final de semana, segundo denúncia de familiares do idoso. A filha de Walter, Maria Lídia Ramalho, afirmou em entrevista à Metrópole, que as instituições recusaram recebê-lo mesmo a família se propondo a pagar atendimento particular adiantado. "O argumento de todas as unidades que procuramos foi o mesmo, que só atendiam pacientes com plano de saúde e enfrentamos um outro problema, meu pai não é mais aceito nesses convênios por conta da idade avançada", declarou.
De acordo com Maria, o primeiro hospital que eles procuraram, no sábado (24), e o paciente teve atendimento recusado, foi o Santa Izabel, no bairro de Nazaré. "Procuramos o local porque foi indicado para internamento pela cirurgiã angiologista dele, drª. Polyana Meira. Ela chegou a preparar uma declaração que pedia que ele fosse internado urgentemente. Meu pai teve a ferida aberta na perna depois de uma topada há dois ou três meses e não conseguiu estabilizar essa semana. Ele ainda é diabético, sofre de pressão alta e já teve cinco acidentes vasculares cerebrais (AVC)", disse.
A filha do idoso relatou que a partir desse primeiro atendimento recusado, ela e outros familiares entraram em contato, via telefone, com outros hospitais da cidade e não tiveram sucesso, como o Português, Aliança, Hospital da Bahia, Jorge Valente, entre outros. A vaga para o senhor Walter Silva só foi encontrada no domingo (25), ainda depois de outras dificuldades enfrentadas em hospitais públicos. "Levamos um pouco mais de 3 horas para passar pela triagem no Hospital do Subúrbio, e segundo eles meu pai estava normal e não era um paciente de risco. Com isso, eles não iriam atender, pois essa é uma ordem do governo de não atender pacientes que não estejam correndo risco e eles poderiam perder o emprego. Em seguida conseguimos uma vaga no Hospital Roberto Santos".
Apesar de elogiar o atendimento no Roberto Santos, Maria crititou a estrutura, como equipamentos sucateados e medicamentos que eram dados ao paciente fora do horário indicado pelos médicos. "Lá ele foi internado e tratado como paciente com risco de vida. Fizeram o curativo e foi medicado, mas está cada dia mais debilitado. Estou vendo a hora de falecer sem poder fazer nada". Hoje, o idoso e a família aguardam um posicinamento dos médicos sobre a possibilidade de uma cirurgia para a amputação da perna que está infeccionada.
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