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Professor José Valença Soares relembra trajetória e compara gerações

Profissional recordou atuação em colégios com história relevante em Salvador, como Dois de Julho e Central

[Professor José Valença Soares relembra trajetória e compara gerações]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 05 de Junho de 2019 ⋅ 12:19

O professor José Valença Soares relembrou a trajetória de atuação em colégios com história relevante em Salvador, como Dois de Julho e Central, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (5).

Para ele, a experiência de vida como mestre foi fundamental, em ensino de matérias como física e química. "A melhor coisa que pode me ocorrer. Sempre fui uma pessoa muito feliz ao estar em contato com os alunos, principalmente com os resultados", comemora.

Valença começou a ensinar em 1957. O professor compara as diferentes gerações e avalia que o aluno naquele época não passava por tanto estresse como hoje. Ele afirma que, durante a juventude, podia sair tranquilamente pelas ruas de Salvador de noite e de madrugada, com pouco risco de ser assaltado, o que é diferente hoje.

"Hoje se alguém ousar fazer algo semelhante, chegará correndo esse risco. Isso é um estresse para um jovem. Por isso que às vezes que ficam com os dispositivos eletrônicos. Hoje estamos estressados, mas na nossa juventude não tínhamos problema nenhum", completa.

O professor também critica a mudança do conteúdo do ensino hoje que, muitas vezes, é voltado apenas para o vestibular. "Ainda existem alunos com interesse, mas esse número está reduzido do que era antigamente", considera.

Valença acredita que os vestibulares abandonam atualmente a coisa mais importante no ensino da química, a parte de reações químicas e suas interpretações. "Afinal de contas, a definição de química é a ciência que estuda as substâncias, suas propriedades e as transformações que podem passar", justifica. 

Ele ainda considera que o momento mais triste da sua carreira foi um pronunciamento de uma autoridade educacional, que teria afirmado que "respeitar o professor é coisa do passado".  "A análise desse pensamento nos faz concluir que vossa excelência ignora que todos os seres vivos têm que ser respeitados", defende Valença. 

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