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Engenheiro Walter Tavares da Silva relembra histórias com MK

Ele recorda que chegou a morar com família Kertérz e compartilhou momentos de companheirismo com Mário e o irmão dele, Eduardo de Mello Kertész

[Engenheiro Walter Tavares da Silva relembra histórias com MK]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 10 de Junho de 2019 ⋅ 13:03

O engenheiro eletricista Walter Tavares da Silva lembrou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (10), histórias da amizade com Mário Kertész e o irmão dele, Eduardo de Mello Kertész.

Walter conta que nasceu em um distrito da cidade de Irecê, na região centro norte da Bahia, que depois se tornou a cidade de Lapão, após a emancipação.

Ele estudou no interior e chegou a fazer o primeiro ano do primário duas vezes, porque quando terminou, o pai dele achava que era jovem demais para ir a Salvador, então com 11 anos.
 
Walter fez um exame de admissão e estudou no internato do Colégio Dois de Julho, antes de se formar engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Ufba. Desde o Dois de Julho até a Escola Politécnica, nutriu uma grande amizade com Eduardo de Mello Kertész. 

O engenheiro comenta a relação com Eduardo e que chegou a morar com a família Kertész.

"Era meio vagabundo, não era chegado a esse negócio de estudar. Eu não era tão inteligente assim, mas era muito bom aluno. Aí quando chegou na hora de estudar para vestibular fui chamado para botar ele para estudar", brinca. Eles perderam o primeiro vestibular e continuaram estudando até serem aprovados na Politécnica.

Walter lembra que ganhou uma visita junto com Eduardo para a inauguração da cidade de Brasília (DF), em 21 de abril de 1960. Eles conseguiram uma credencial de jornalística e acesso mais facilitado.

"Foi uma oportunidade e foi uma coisa interessante. Fomos em um voo para ir e voltar no mesmo dia. Nós queríamos permanecer mais e compramos outra passagem de volta", recorda ele, que acabou encontrando uma antiga namorada no balcão da Varig, onde comprou as novas passagens. 

Quando morava na casa da família Kertész, ele recorda momentos de companheirismo com Mário. "Em determinado tempo, que você tinha lordose e se medicava em uma cama. Você tinha que usar um colete e atrás tinha cordões para apertar. Ele tinha mania de sair muito cedo e me acordava para apertar. Ele não tinha paciência de esperar o bonde, mas eu depois descobrir porque era. Ele estava apaixonada por uma colega que chegava cedo. Ele saiu para se encontrar com essa criatura", lembra. 

Walter afirma ainda que foi uma espécie de professor de "farra" e brinca que foi superado por Mário, seu aluno. "Eu até quando conto isso, que lhe iniciei nessa historia de farra. conto que é um dos exemplos que pode se utilizar do aluno ue ultrapassou o mestre. Eu era considerado um farrista e mulherengo. Treino um que me ultrapassa", comenta.

O engenheiro ainda lembrou, com tristeza, da morte da mãe de Mário Kertész.  "Esse cidadão teve dois choques na vida foi a perda da mãe e depois mais tarde a perda de Eduardo. Ficava preocupado com esse cidadão, porque era um apego tão grande. Um pouco desorientado ele veio me dizer que ia faer faculdade de Direito. Foi até bom não ter passado (risos)", disse Walter.

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