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Reverendo Enoch Sena Souza relata como fundou Colégio São Paulo

Enoch Souza se orgulha do trabalho feito pela instituição de ensino, que foi elogiado por ouvintes da rádio

[Reverendo Enoch Sena Souza relata como fundou Colégio São Paulo]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 11 de Junho de 2019 ⋅ 12:37

O educador Enoch Sena Souza, de 93 anos, contou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (11), como ocorreu a fundação do tradicional Colégio São Paulo.

Com a experiência que teve como diretor durante 19 anos, em outro colégio tradicional de Salvador, o Dois de Julho, Enoch lembra que se reuniu com outros educadores com o objetivo de fundar a nova instituição.

Ele diz que foi ele quem sugeriu o nome "São Paulo" para a unidade, durante uma reunião para debater a organização do colégio. 

"Eu sugeri Colégio São Paulo porque fui um adepto e admirador dos ensinos do apóstolo Paulo. Disseram que ia parecer que tinha alguma ligação com o estado e com o governo de São Paulo. Não queríamos isso. Então justifiquei a minha razão da sugestão, mas não se chegava ao acordo. Então sugeri o seguinte: conheço um homem que é sumidade em história da Bahia e vamos pedir a ele uma sugestão, Cid Texeira", disse. 

Eles acabaram se reunindo com o historiador e receberam dele um conselho:  "Primeiro Corintians, capítulo 13". O trecho bíblico é conhecido como Capítulo do Amor: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine".

"Então tínhamos essa preocupação, de fazer da educação um amor e fazer do colégio uma grande família, que abrangesse os estudantes, pais, parentes. Então ficou definido o nome colégio São Paulo", justifica.

Ele conta que o colégio tinha 1.500 alunos de início, na unidade no Canela, e chegou a ter mais de 3 mil quando mudou ao Itaigara. 

Enoch se orgulha do trabalho feito pela instituição de ensino, que foi elogiado por ouvintes da rádio. "É um agradecimento que faço sempre, de Deus ter me dado essa graça do reconhecimento, da amizade que eu tive com quem foi ligado aos colégios Dois de Julho e São Paulo", comemora. 

Ele ainda agradeceu à aceitação do trabalho que fez, como uma das causas de todo o reconhecimento. "É de coração meu agradecimento, porque vocês fizeram a possível grandeza que o colégio teve e hoje desfrutam ainda", concluiu. 

Nascido em Lençois, Enoch fez curso de Teologia em Recife e também foi aluno do Colégio Dois de Julho antes de trabalhar na instituição. Na Universidade Federal da Bahia (Ufba), estudou a licenciatura e bachalerado em Filosofia.

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