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PMs que foram à carreata na Paralela não estavam de serviço, diz coronel

Para Sturaro, o movimento comandado pelo deputado estadual Marco Prisco contou com adesão de quem estava de folga

[PMs que foram à carreata na Paralela não estavam de serviço, diz coronel ]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Juliana Almirante no dia 15 de Outubro de 2019 ⋅ 09:41

O comandante de operações da Polícia Militar, coronel Humberto Sturaro Filho, disse, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (15), que o grupo de PMs que participou da carreata na Avenida Paralela ontem (14) não estava de serviço. 

Para Sturaro, o movimento comandado pelo deputado estadual e líder da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) Marco Prisco contou com adesão de quem estava de folga.

"Esse transtorno na Paralela ontem foi única culpa de Prisco. Os policiais que tiveram ontem presentes nessa situação triste e ridícula, causando transtorno para a sociedade, não foram policiais que se encontram em serviço. Nós estamos praticamente, com nosso índice de falta muito além da normalidade. Claro que quem está de folga tem livre arbítrio, de fazer o que quer, mas quer dizer que a atitude que você toma na vida fará com que a vida tenha a mesma atitude que você", afirmou. 

O coronel declara que as pautas de reivindicação de Prisco dificilmente serão resolvidas de maneira rápida, a exemplo dos problemas com o sistema de RH do funcionalismo estadual. 

"Peço desculpas à sociedade. Peço, em nome da minha corporação, por aquele companheiro que estava lá e está sendo induzido ao erro. Porque o que ele busca com essas pautas não será resolvido de forma prática, como ele pensa. 'Vou sentar aqui e quero que aconteça isso. Quero resolver problema do RH Bahia'. Então tem policial que se engana. O problema do RH Bahia não se resolve da noite para o dia. É um problema de sistema e não é único da corporação. É lamentável que um parlamentar tome esse tipo de atitude", disse o  comandante de operações da PM. 

Sturaro declara ainda que, diante de ataques que ocorreram na semana passada, que atingiram lojas, bancos e ônibus, a polícia segue com policiamento reforçado nas ruas. A corporação tem um efetivo total de 6.400 policiais e, por conta das escalas de plantão e folgas, cerca de 1.400 estão em atividade diariamente. 

"Nós adaptamos nosso policiamento para que isso não aconteça. Esses crimes que vem acontecendo são atípicos. Você nunca viu uma pessoa fazer disparos em um banco para não assaltar. Parae um ônibus, atravessar no meio da pista , a troco de nada. Vandalismo puro. Começamos a combater o vandalismo nos bairros, com reforço no policiamento", alega.

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