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“Paris tenta se reerguer”, conta jornalista sobre situação na França
Após a série de atentados em Paris, na noite da última sexta-feira (13), a cidade tenta se reerguer. Foi o que disse o jornalista português, José Mussuaili, em entrevista ao Metrópole Turismo, nesta segunda-feira (16). [Leia mais..]

Foto: Reprodução/G1
Após a série de atentados em Paris, na noite da última sexta-feira (13), a cidade tenta se reerguer. Foi o que disse o jornalista português, José Mussuaili, em entrevista ao Metrópole Turismo, nesta segunda-feira (16). Ao todo, 129 pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas no ataque, considerado o pior da história recente da França. Mussuaili, que está em Paris, descreveu o movimento na capital francesa. "Três dias depois dos atentados da sexta à noite, em que Paris ficou em silêncio, as pessoas, a partir de hoje, tentam voltar a vida normal. Paris tenta se reerguer. As lojas abriram, o comércio está de novo em atividade, as escolas também estão a funcionar", disse.
"Hoje às 12h, horário local, teve um minuto de silêncio em memória das mortes das vítimas. O minuto de silêncio também foi nas escolas", afirmou. O jornalista afirmou que o governo francês determinou que durante as aulas, professores expliquem aos alunos sobre a autoria dos atentados. "Os professores foram instruídos pelo governo francês a explicar que os alunos, que quem fez os atentados não foram os muçulmanos e sim, terroristas", disse.
Mussuaili falou ainda que a polícia ainda está nos locais, mas que o policiamento já não é tão intenso. "Lá ao fundo pode se ver muitos militares, polícia científica... Taparam a fachada do Bataclan. Estou a poucos metros do local de onde houve a maior tragédia. Aqui no Bataclan morreram mais de 80 pessoas (...) Está mais leve, pelo menos aparentemente, a presença de militares na rua quase não se vê. Existem alguns armados, mas militares propriamente ditos não se veem aqui nas ruas de Paris pelo menos aqui nesse local que estou, não há militares nas ruas, estão a tentar aliviar a segurança para que as pessoas se sintam mais a vontade", disse.
Segundo Mussuaili, "pessoas que aparentemente estão ligadas a rede que provocou essa tragédia, como também as outras redes que estariam a preparar outros atentados" foram capturadas com equipamentos de guerra, como metralhadoras e explosivos.
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