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Arquiteto Fernando Peixoto critica 'mangue' em intervenções e obras em Salvador

Ele ainda considera que há um discurso sobre sustentabilidade na gestão pública que não é colocado em prática

[Arquiteto Fernando Peixoto critica 'mangue' em intervenções e obras em Salvador]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 28 de Janeiro de 2020 ⋅ 12:32

O arquiteto Fernando Peixoto criticou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (28), as estruturas do metrô e os viadutos de Salvador.

Ele comparou as construções elevadas do sistema metroviário com uma "suruba de tatu". Para o arquiteto, a linha "poderia estar no chão". "Rapaz, burrice demais sempre é esperteza. Dá pena", avalia.

"Aquela 'desgraça' que está o bonocô. Aquilo ali está um mangue, aqueles viadutos...E o viaduto é da maneira mais fácil de fazer, mas da mais precária. Você vê o viaduto do Vale do Canela e tal e é um viaduto elegante. Não são aqueles pré-moldados, que não encaixam direito", diz.

Peixoto também reclamou da derrubada de árvores nas Avenidas Paralela e ACM. O arquiteto considera que há um discurso sobre sustentabilidade na gestão pública que não é colocado em prática.

"Aí tem uma Secretaria de Cidade Sustentável. 'Nego' está de sacanagem comigo não é? O problema é que não existe sustentabilidade no desnecessário. Então hoje o negócio é a narrativa. O fato não interessa. Então vamos fazer um prédio transfazendo tijolo e garrafa pet e vamos de bicicleta para obra. Aí vai ser prédio sustentável porque é a narrativa. Carro elétrico? Nego não sabe o que faz com a bateria do celular vai fazer o quê com a bateria desses carros? São 200 kd de bateria em cada carro, que perde potencia 20% por ano. É 'sustentável'", compara.

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