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Letalidade do coronavírus é maior nos bairros mais pobres, alerta ACM Neto 

O prefeito reconheceu ainda a dificuldade das pessoas mais pobres estarem em isolamento social

[Letalidade do coronavírus é maior nos bairros mais pobres, alerta ACM Neto ]
Foto : Max Haack/Secom/PMS

Por Alexandre Galvão / Matheus Simoni no dia 13 de Maio de 2020 ⋅ 08:41

Com a disseminação do novo coronavírus em Salvador, o prefeito da capital, ACM Neto (DEM), alertou para a alta letalidade do vírus em bairros mais pobres. De acordo com o gestor, o dado foi aferido e, por isso, medidas mais drásticas foram tomadas em bairros populares, como a Boca do Rio e Plataforma. 

“A pessoa que mora no Centro pode ter um número de infectados grande, mas o número de óbitos é menor que na periferia. A taxa de letalidade dos bairros mais pobres é bem maior. A gente chama a atenção para tudo isso pois, quando a prefeitura toma medidas de isolamento social e faz interdições, no primeiro dia foram 106 interdições nessas áreas mais restritas, parece que o prefeito está falando para criar o alarde. Gente, pelo amor de Deus. Não tem nada a ver com isso”, afirmou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole

O prefeito reconheceu ainda a dificuldade das pessoas mais pobres estarem em isolamento social. “Quem é de classe média e média alta está morando em seu imóvel, normalmente apartamento de 100 a 120m² onde moram três ou quatro pessoas. Fazer o isolamento é muito mais fácil do que com alguém que mora na periferia, às vezes num barraco de 30m², com oito ou nove pessoas morando juntas. Nós da prefeitura tínhamos a consciência disso desde o começo”, disse. 

“Foi exatamente por esse motivo que nossas primeiras ações foram voltadas para as áreas mais pobres da cidade. Todos os programas que lançamos, mais de 200 mil cestas básicas distribuídas, pagamos o benefício de R$ 270 reais para mais de 36 mil famílias de nossa cidade, principalmente de pessoas que trabalham na informalidade, distribuição de quatro mil refeições por dia e acolhimento de pessoas de rua. As áreas mais pobres sempre foram o foco potencial de crescimento e exclusão do coronavírus no Brasil”, completou.

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