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O terror dos consignados de Salvador: Veja instituições que não colaboram em meio à pandemia

O grupo é composto por bancos tradicionais e associações de reputação bastante opaca

[O terror dos consignados de Salvador: Veja instituições que não colaboram em meio à pandemia]
Foto : Marcos Santos / USP

Por Alexandre Galvão no dia 29 de Maio de 2020 ⋅ 15:00

Na TV, tudo lindo. Na vida real, os juros que tiram o sono de milhares de trabalhadores e aposentados. Essa é a realidade da atuação dos bancos no Brasil durante a pandemia do coronavírus. Em Salvador, políticos têm cobrado que as instituições financeiras saiam do mundo de faz de contas que elas mesmo criaram nas suas peças publicitárias e tomem atitudes relevantes para conter a crise e aliviar um pouco o bolso de quem mais precisa de amparo nesse momento: os aposentados com empréstimos consignados, notadamente da prefeitura de Salvador. 

O Metro1 teve acesso à lista das empresas que não colaboram para a diminuição da aflição de diversos pensionistas. O grupo é composto por bancos tradicionais e associações de reputação bastante opaca. Confira abaixo

Banco do Bradesco 
Banco BMG 
Parana Banc 
Banco Industrial do Brasil 
Banco Daycoval 
Caixa Econômica Federal 
Banco Panamericano 
Banco Bonsucesso 
Banco Industrial e Comercial 
Banco Arbi 
Banco Intermedium 
Previcorp 
Asmea - Associação dos Servidores Municipais de Engenheiros e Arquitetos 
SAC - Associação Assistencial dos Servidores Públicos.

Prefeito da capital baiana e presidente nacional do Democratas, ACM Neto vê com revolta a atuação dos bancos. “A Febraban, instituição que representa os bancos privados, deveria ter vergonha de fazer publicidade dizendo que os bancos estão ajudando o Brasil a enfrentar o Coronavírus”, disse. De acordo com Neto, os “bancos cobram juros absurdos, não concedem crédito a quem precisa e, principalmente, mostram-se insensíveis aos micro e pequenos empresários”. “Mas gastam uma fortuna em propaganda para tentar vender uma realidade que não existe", ponderou. No final de março, Neto cobrou que o poder Legislativo em Brasília tome medidas mais severas contra os bancos. Desde então, nada foi feito. 

A queixa atravessa a praça municipal e chega à Câmara Municipal de Salvador, que pede o envio de um projeto do Executivo da capital para adiar, em até 90 dias, o pagamento de empréstimo por parte dos aposentados da prefeitura. Autor do Projeto de Indicação Nº 154/2020, apresentado ao município, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), endossou a cobrança feita pelo democrata a respeito da atuação das entidades bancárias em meio à pandemia. Ele solicitou o envio à  Câmara Municipal de um Projeto de Lei suspendendo, por 90 dias, as parcelas vencidas e vincendas dos empréstimos consignados dos servidores municipais. "Apoio totalmente as cobranças de ACM Neto aos bancos, tais como: fornecer crédito barato para o povo e fornecer linhas de crédito especiais voltadas às micro e pequenas empresas, por exemplo. Não observamos até o momento nenhuma ação efetiva dessas instituições que contribuem minorar o sofrimento de nosso povo”, frisou o vereador.

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