Terça-feira, 07 de dezembro de 2021

Cidade

'Se não tivermos cuidado, perderemos todo trabalho feito até agora', explica secretário de Saúde

Léo Prates revela que prefeito e governador estão angustiados pela reabertura, mas mantém atenção às taxas de ocupação dos leitos na capital baiana

'Se não tivermos cuidado, perderemos todo trabalho feito até agora', explica secretário de Saúde

Foto: Max Haack/Secom/PMS

Por: Matheus Simoni no dia 01 de julho de 2020 às 09:46

O secretário municipal de Saúde, Léo Prates, declarou que governo e prefeitura estão buscando o melhor momento para reabertura gradual do comércio e atividades em geral em Salvador em meio à pandemia de coronavírus. O protocolo de reabertura estava programado para ser anunciado ontem (30), mas foi adiado para ajustar os termos e buscar um consentimento de um plano único.

"O governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto colocaram como decisão sine qua non e sem receio de impopularidade. Quem vai julgar este momento é a história. Não é agora que vamos julgar, estamos muito conscientes do que estamos fazendo", disse o gestor, em entrevista a José Eduardo hoje (1º), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole.

Segundo Prates, o que norteia essa decisão são indicadores para uma eventual flexibilização. Governo e prefeitura estão avaliando as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de mortalidade das unidades de saúde para tomar uma decisão. "Não é um trabalho fácil. Tem equipes de epidemiologistas do estado e da prefeitura trabalhando nisso. A decisão final é do governador e do prefeito. Foram eleitos pelo povo para exercerem o cargo que exercem. É submetido o protocolo e os indicadores, vamos debatendo passo a passo", disse o secretário.

Na avaliação de Léo Prates, a decisão de reabertura não pode dispensar o atual panorama da cidade. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Salvador já registra 33.505 casos de coronavírus e contabiliza 1.311 mortos. Para Prates, um dos fatores cruciais será a taxa de ocupação de leitos. "Antes de definir quando vai abrir, temos que definir o indicador que fará você abrir. Por exemplo, se a taxa de ocupação estiver em 90%, não tem como abrir nada. Já estamos no pré-colapso. Seria uma taxa de ocupação que vamos começar a ter problemas", afirmou. 

Prates disse ainda que a angústia dos gestores públicos por conta do adiamento da reabertura é evidente. No entanto, o assunto é tratado com cautela. "Todos estamos angustiados. Mas precisamos fazer as coisas com calma e tranquilidade, e sob a ciência. O que eu acho que a sociedade e os empresários perdem mais é tomarmos uma decisão errada agora e, daqui a pouco, entrar em colapso e termos que fazer um lockdown que nunca foi necessário na cidade. Apesar de saber que houve o impacto das medidas restritivas na economia da cidade, nós nunca tivemos o fechamento completo da economia. Se não tivermos cuidado, pode ser que a gente perca todo trabalho que a gente fez até agora", avaliou.

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