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Empresário que pediu reabertura de lojas nega envolvimento com fraude bilionária

Caso teria ocorrido há 15 anos e teria causado prejuízo estimado de R$ 1 bilhão

[Empresário que pediu reabertura de lojas nega envolvimento com fraude bilionária]
Foto : Reprodução

Por Matheus Simoni no dia 14 de Julho de 2020 ⋅ 14:36

O empresário Adelmo Silva Filho negou ter envolvimento com a fraude que gerou prejuízo estimado em R$ 1 bilhão aos investidores há 15 anos atrás, no caso envolvendo a pirâmide financeira Avestruz Master. A empresa prometia lucros altos em curto prazo com a criação de avestruzes. O nome do empresário foi associado ao caso após a grande repercussão de um vídeo onde ele aparece chorando e pedindo a reabertura dos shoppings ao prefeito ACM Neto, em meio à pandemia de coronavírus.

"Eu não integro nem integrarei nada que seja ilegal", disse o empresário, em contato com o site Bahia Notícias. "Isso daí é uma coisa absurda. Eu já soube agora por outro jornalista que foram consultados pra divulgar uma nota contra mim, pra desacreditar o movimento. Eu não tenho nenhum cunho político", acrescentou.

O esquema fraudulento é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) desde o período de 2003 a 2005. O grupo teve forte atuação no mercado de capitais sob a promessa de lucros em curto prazo. Centenas de pessoas investiram na criação de avestruzes, mas o esquema acabou sendo desmembrado. A pirâmide financeira lesou cerca de 50 mil pessoas em todo o Brasil. A Comissão de Valores Mobiliários, a Polícia Federal (PF) e o MPF em Goiás apontam que o prejuízo causado aos investidores foi superior a R$ 1 bilhão.

Adelmo afirmou ao portal que levou apenas 11 meses no comando da filial baiana e que, mesmo antes do processo e da falência, já tinha intenção de deixar o negócio. “Nunca fui chamado pra depor, nada”, afirma. “Inclusive, eu entrei com um processo contra essa empresa em 2006”, acrescentou. 

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