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Comerciantes do Lobato são obrigados a pagar 'taxa de segurança' a facções para não serem mortos
Valores exigidos variam entre R$ 50 e R$ 100 por semana e são depositados em contas bancárias

Foto: Divulgação
Em um esquema similar ao das milícias cariocas, uma facção que atua na região do Subúrbio Ferroviário de Salvador tem cobrado 'taxas de segurança' a comerciantes, sob pena de arrombamento e assalto nos estabelecimentos, e até morte, no caso de não pagamento, de acordo com matéria do Jornal Correio desta segunda-feira (7). Os valores exigidos pelos traficantes variam entre R$ 50 e R$ 100 por semana e são depositados em contas bancárias.
Segundo as informações, foi o caso de Robson dos Santos Batista, 35 anos, que foi morto a tiros junto com o sobrinho, em julho do ano passado, no ferro-velho da família, no bairro do Lobato. Desde que o crime começou a ser rotina, 10 ferros-velhos fecharam as portas na Avenida Suburbana. Eles são os principais alvos dos criminosos.
A Polícia Civil, responsável pelo caso, disse que está “investigando a cobrança de ‘pedágio’ para os traficantes, inclusive com algumas prisões já representadas e deferidas pelo Poder Judiciário”. O responsável pela movimentação financeira do crime seria o traficante Lambão, que também é gerente da facção Comando da Paz (CP) em Cosme de Farias, onde o comércio de drogas é chefiado por José Carlos Ferreira dos Santos, o Zóio de Gato. Em julho deste ano, duas mulheres foram presas por policias militares da Operação Gêmeos, no bairro de Boa Vista do Lobato. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), elas faziam parte da facção e ameaçavam os comerciantes.
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