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Cartas na mesa: guia das eleições 2020 em Salvador

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Cartas na mesa: guia das eleições 2020 em Salvador

Nove candidaturas para a Prefeitura de Salvador foram colocadas à mesa – duas a mais que a eleição passada, em 2016, quando sete nomes disputaram o Palácio Thomé de Souza

Cartas na mesa: guia das eleições 2020 em Salvador

Foto: Metropress

Por: João Brandão no dia 17 de setembro de 2020 às 07:00

Com o fim do prazo das convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher os candidatos, ocorrido nesta quarta-feira (16), nove candidaturas para a Prefeitura de Salvador foram colocadas à mesa – duas a mais que a eleição passada, em 2016, quando sete nomes disputaram o Palácio Thomé de Souza. Este ano tem o maior número de postulantes à administração municipal soteropolitana desde 2004.

Bruno Reis (DEM), Pastor Sargento Isidório (Avante), Olívia Santana (PCdoB), Major Denice Santiago (PT), Cezar Leite (PRTB), Bacelar (Podemos), Hilton Coelho (PSOL), Rodrigo Pereira (PCO) e Celsinho Cotrim (PROS) oficializaram suas candidaturas ao Palácio Thomé de Souza e vão disputar o primeiro turno das eleições no dia 15 de novembro, que sofreu alteração na data por causa da pandemia do coronavírus – marcada inicialmente para ocorrer no dia 4 de outubro.

Dos postulantes ao Executivo municipal, quatro são da base do governador da Bahia, Rui Costa: Isidório, Major Denice, Bacelar e Olívia Santana. O grupo dividido tem a estratégia de buscar levar o pleito para o segundo turno com Bruno Reis, candidato do atual prefeito ACM Neto, e que lidera com vantagem as pesquisas eleitorais. Vereador da capital baiana e ex-PSDB, Cezar Leite tenta atrelar à imagem a Jair Bolsonaro, apesar de o presidente da República já declarar publicamente que não vai apoiar nenhum candidato a prefeito no primeiro turno das eleições. Candidatura de protesto, Hilton volta ao combate municipal após fazer sucesso em 2008. Já Cotrim testa sua força política e aposta na força midiática do seu candidato a vice: o ex-pugilista e ex-deputado estadual Acelino Popó Freitas. De última hora, Rodrigo se lançou candidato pelo PCO.

As cartas já estão na mesa para a disputa. Resta saber quem somará a maior quantidade de pontos ao fim do jogo.

Conheça os vices - Os candidatos a vice-prefeito de Salvador são também figuras importantes na condução do processo eleitoral soteropolitano. São eles que têm o papel político de negociação junto ao legislativo e interlocução com a sociedade civil em toda a gestão do prefeito ou da prefeita em exercício. Além disso, responde pessoalmente por todos os atos tomados durante sua atuação, seja como vice ou como substituto, seguindo todas as dinâmicas apresentadas pela Lei municipal.

São eles os postulantes ao cargo na capital baiana: Ana Paula Matos (PDT), Eleusa Coronel (PSD), Joca Soares (PP), Fabíola Mansur (PSB), Tenente Maciel (PRTB), Magno Lavigne (Rede), Rosana Almeida (PSOL), Marcelo Millet (PCO) e Popó (Pros).

Ana Paula Matos é ex-secretária municipal da gestão ACM Neto; Eleusa é esposa do senador Angelo Coronel; Joca é presidente municipal do PP; Mansur é deputada estadual; Maciel é 1° Tenente do Exército; Lavigne é porta-voz estadual da Rede; Rosana é pedagoga e secretária de comunicação do PSOL baiano; Popó é ex-pugilista e ex-deputado estadual; e Millet é militante da causa operarária pelo PCO.

Coligações - Líder nas pesquisas e adversário favorito a ser batido nas urnas, Bruno Reis também tem o maior arco de alianças entre os candidatos. Ex-deputado estadual e atual vice-prefeito da capital baiana, ele irá para o pleito com 15 legendas coligadas: além do Democratas, o candidato conta com o apoio de MDB, PSDB, Republicanos, PDT, PL, PTB, PSL, DC, PSC, Solidariedade, Cidadania, Patriota, PMN e PV – um partido a mais que o prefeito ACM Neto na sua reeleição em 2016. Isidório, por sua vez, sairá com Avante e PSD. Os outros candidatos que firmaram alianças são Olívia (PCdoB e PP), Denice (PT e PSB), Bacelar (Podemos, Rede e PTC) e Hilton (PSOL, UP e PCB). Sairão com chapa pura Cezar, Rodrigo e Celsinho.

Novo normal - Todos os prazos eleitorais previstos para o mês de julho foram prorrogados em 42 dias, proporcionalmente ao adiamento da votação. As convenções foram realizadas no formato virtual, com pouca participação de pessoas, atendendo às recomendações médicas e sanitárias impostas pelo cenário de pandemia causado pelo coronavírus. 

Alguns partidos políticos conciliaram os meios virtual e presencial, dando-se a parte presencial de forma descentralizada, com pontos de votação instalados nos diretórios e em locais estratégicos da cidade, observando as leis e as regras de prevenção do contágio.