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Professora perseguida pela ditadura será reintegrada à UFBA nesta sexta-feira
A professora e jornalista baiana Mariluce Moura será reintegrada aos quadros da Universidade Federal da Bahia nesta sexta-feira (18), em solenidade, às 10h, no Salão Nobre da Reitoria, no Canela. A reintegração acontece mais de 40 anos depois que ela foi presa e torturada durante o período da ditadura militar no Brasil, quando foi demitida de sua função no Departamento de Comunicação da universidade. [Leia mais...]

Foto: Reprodução / Jornal da Mídia
A professora e jornalista baiana Mariluce Moura será reintegrada aos quadros da Universidade Federal da Bahia nesta sexta-feira (18), em solenidade, às 10h, no Salão Nobre da Reitoria, no Canela. A reintegração acontece mais de 40 anos depois que ela foi presa e torturada durante o período da ditadura militar no Brasil, quando foi demitida de sua função no Departamento de Comunicação da universidade. Apesar de ter sido absolvida posteriormente pela própria Justiça Militar, ainda não tinha conseguido recuperar o emprego.
O pedido oficial de desculpas do governo brasileiro aos professores perseguidos durante a ditadura militar ocorreu em outubro deste ano, durante sessão da Comissão de Anistia realizada em homenagem ao Dia do Professor. Uma portaria do Ministério da Justiça concedeu à professora o direito de ser reintegrada à UFBA. “Fui em presa em Salvador em 1973, estava grávida. Meu marido foi preso e assassinado no mesmo ano. Em 1974, fui julgada e absolvida pela Justiça Militar, portanto, eu era uma cidadã livre. Prestei concurso público e fui aprovada como professora da UFBA. Mas por uma determinação do Ministério da Educação, meu vínculo com a universidade foi cortado em 1975. A ditadura negou o meu direito de ter uma carreira acadêmica. Direito conquistado com mérito, após aprovação em concurso público”, relembra a professora.
Mariluce Moura contou, ainda, que decidiu pedir a anistia política em 2011, e uma das questões colocadas no processo foi sobre a perseguição e demissão que sofreu enquanto professora universitária. Após o julgamento na Comissão de Anistia, ela poderia escolher receber uma indenização e um pagamento mensal ou ser reintegrada como professora da UFBA, que foi a sua escolha. “Meu vínculo com a UFBA começou aos 11 anos, quando fui aluna do colégio aplicação. Retorno à universidade vinculada à Faculdade de Comunicação e gostaria muito de dar a minha contribuição, especialmente na área do jornalismo científico, à qual tenho me dedicado nos últimos 27 anos”, ressalta Moura.
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