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O que se sabe sobre o caso Balogun, que envolveu Trump, Fifa e o árbitro brasileiro Raphael Claus

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O que se sabe sobre o caso Balogun, que envolveu Trump, Fifa e o árbitro brasileiro Raphael Claus

Presidente dos Estados Unidos admitiu ter pedido a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun; decisão inédita da Fifa gerou reação da Bélgica, da Uefa e da CBF

O que se sabe sobre o caso Balogun, que envolveu Trump, Fifa e o árbitro brasileiro Raphael Claus

Foto: Divulgação/The White House

Por: Metro1 no dia 06 de julho de 2026 às 15:47

Atualizado: no dia 06 de julho de 2026 às 15:55

A suspensão do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos, tornou-se um dos principais assuntos da Copa do Mundo após o presidente Donald Trump admitir que pediu à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado ao jogador. A entidade atendeu ao pedido de revisão, colocou a punição em caráter probatório e liberou o atleta para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, em uma decisão que provocou críticas de entidades do futebol e levantou questionamentos sobre a influência política na competição.

Como começou a polêmica?

Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina após receber cartão vermelho por um pisão no tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic. O lance foi revisado pelo VAR, e o árbitro brasileiro Raphael Claus manteve a expulsão, o que gerou suspensão automática para a partida seguinte.

No domingo (5), porém, a Fifa anunciou que suspendeu a aplicação da punição com base no artigo 27 do Código Disciplinar. A decisão colocou a suspensão em caráter probatório por um ano e permitiu que Balogun fosse relacionado para o confronto contra a Bélgica.

O que disse Donald Trump?

Nesta segunda-feira (6), Trump confirmou que telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir que a decisão fosse revista. Segundo ele, o contato teve o objetivo apenas de solicitar uma nova análise do lance.

"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer", afirmou durante entrevista no Salão Oval.

O presidente americano também criticou a decisão da arbitragem e fez acusações contra Raphael Claus.

"Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele... Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito", declarou.

Trump ainda classificou a revisão da Fifa como uma "decisão realmente brilhante" e afirmou que o cartão vermelho foi uma "grande injustiça".

Como a Fifa justificou a decisão?

A Fifa informou que utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar para suspender a aplicação da sanção.

"De acordo com o artigo 27 do código disciplinar da Fifa, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano."

A entidade acrescentou que, caso Balogun cometa uma infração semelhante durante esse período, a suspensão poderá ser reativada, sem prejuízo de novas punições.

A medida foi considerada inédita. Segundo veículos internacionais, é a primeira vez desde 1962 que um jogador é autorizado a disputar a partida seguinte após uma expulsão por cartão vermelho em uma Copa do Mundo.

Bélgica contesta decisão

A Federação Belga de Futebol afirmou ter ficado "atônita" com a decisão da Fifa e questionou a aplicação do regulamento. A entidade argumenta que o artigo 66.4 do Código Disciplinar prevê suspensão automática para o jogo seguinte em casos de cartão vermelho.

Os belgas recorreram da decisão, mas tiveram o pedido rejeitado pelo Comitê de Apelação da Fifa. Em nota, a federação afirmou que não recebeu a fundamentação da decisão nem o relatório da arbitragem e informou que mantém abertas todas as medidas cabíveis, incluindo eventual recurso à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Uefa critica a Fifa

A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) também reagiu à decisão e classificou a medida como um precedente perigoso para o futebol.

Em nota oficial, a entidade afirmou: "A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a aplicação da suspensão automática de um jogo (...) ultrapassou todos os limites."

A entidade acrescentou que a suspensão automática após cartão vermelho "não é uma opção discricionária" e advertiu que decisões desse tipo colocam em risco a credibilidade das competições.

CBF sai em defesa de Raphael Claus

Após Trump afirmar que o árbitro brasileiro seria "suspeito", a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota em defesa de Raphael Claus.

Segundo a CBF, o árbitro "é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol".

A entidade também afirmou que "não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita" e declarou repudiar "qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus".