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Egito acusa arbitragem de interferir na derrota para a Argentina; veja os lances polêmicos
Egípcios reclamaram da anulação de um gol e de um suposto pênalti não marcado antes do gol da virada argentina

Foto: Fifa
A classificação da Argentina para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 terminou cercada de polêmica. Revoltado com a arbitragem, o Egito deixou o gramado reclamando da anulação de um gol e de um pênalti não marcado na jogada que originou o gol da virada.
O atacante Zico foi além e afirmou que o torneio é um "campeonato direcionado". Em campo, os argentinos protagonizaram uma reação improvável, venceram por 3 a 2 após estarem perdendo por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo e avançaram na competição.
Gol anulado de Zico
Aos 12 minutos da etapa final, o Egito abriu 2 a 0 numa jogada espetacular de Hassan, que deu uma caneta em Tagliafico antes de encontrar Salah. O craque deixou Zico livre para marcar, mas na origem do lance Attia desarmou Lisandro Martínez com falta. O VAR chamou o árbitro François Letexier para o monitor, a infração foi marcada, e o gol foi anulado.
Egito reclama de dois lances na origem do gol da virada
Os egípcios alegam que houve duas infrações dentro da área antes do gol marcado por Enzo Fernández. Aos 46 minutos do segundo tempo, Hany avançou pela direita e Fathy caiu na área após um leve contato de Alexis Mac Allister, reclamando de um puxão na camisa. Na sequência da jogada, o Egito ainda recuperou a posse de bola, mas Salah acabou desarmado por Julián Álvarez. O atacante argentino iniciou o contra-ataque ao acionar Lautaro Martínez, que serviu Enzo Fernández para marcar o gol da virada.
Logo após o lance, Salah cercou o árbitro francês François Letexier para reclamar da não marcação do pênalti, mas o pedido foi ignorado.
Protocolo antirracismo e sequência de cartões
A revolta da seleção egípcia aumentou após o terceiro gol argentino. O técnico Hossam Hassan recebeu cartão amarelo por protestar contra a arbitragem e, em seguida, cruzou os braços para solicitar a aplicação do protocolo antirracismo. O árbitro François Letexier, no entanto, não deu andamento ao procedimento.
O clima de tensão continuou nos minutos finais. O goleiro Shobeir e o atacante Fathy foram advertidos por reclamação, enquanto Attia recebeu cartão amarelo por uma falta cometida durante a partida. Já o preparador de goleiros do Egito, Saafan Elshaghir, acabou expulso depois de invadir o gramado durante os protestos.
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