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Cultura

Dez terreiros do Recôncavo Baiano se unem e vencem edital do IPAC

Elaborado de maneira coletiva, projeto “Patrimônio Sagrado do Recôncavo” vai ser contemplado com R$ 900 mil, para ações de salvaguarda

[Dez terreiros do Recôncavo Baiano se unem e vencem edital do IPAC]
Foto : Tacun Lecy / Divulgação

Por Metro1 no dia 12 de Janeiro de 2021 ⋅ 11:20

Seis anos após serem tombados como patrimônio imaterial da Bahia, dez terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix se uniram para serem contemplados pelo edital de chamamento público “Salvaguarda Patrimônio Imaterial”, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). As dez casas obtiveram a pontuação mais alta (92,1), entre todas as propostas, com a apresentação do projeto “Patrimônio Sagrado do Recôncavo”.

O projeto agrega os templos Asepò Eran Opé Olùwa – Viva Deus, Humpame Ayono Huntóloji, Ilê Axé Itaylê, Ilê Axé Ogunjá, Inzo Nkosi Mukumbi Dendezeiro, Ogodô Dey, Aganju Didê – Ici Mimó, Loba’Nekun – Casa de Oração, Loba’Nekun Filho e Raiz de Ayr. Eles vão ser contemplados com o recurso público de R$ 900 mil, que será destinado à realização coletiva de cinco ações prioritárias: videodocumentário, portal virtual, plano planialtimétrico, publicação impressa e plano de salvaguarda.

"A união dos terreiros é inédita e certamente será um marco histórico. Que todos nós, terreiros patrimonializados, tenhamos a sabedoria e a consciência necessária para honrar nossos compromissos com o sagrado e com o que foi acordado durante a elaboração coletiva do projeto para salvaguarda do nosso patrimônio. Uma vitória para todos nós que nunca tivemos essa oportunidade de gerir coletivamente um recurso. É muita responsabilidade. Que os orixás e os voduns nos guiem e que possamos ter resultados positivos e transparentes desse Prêmio", destacou Gayaku Regina, zeladora do Humpame Ayono Huntóloji.

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