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Cultura

Carpinejar reflete sobre pandemia e diz que novo livro é 'o mais otimista que ele poderia fazer'

Em entrevista à Rádio Metrópole, escritor e poeta afirmou que "Coragem de Viver" é uma homenagem ao papel da figura materna

[Carpinejar reflete sobre pandemia e diz que novo livro é 'o mais otimista que ele poderia fazer']
Foto : Metropress

Por Juliana Rodrigues no dia 05 de Março de 2021 ⋅ 09:40

O escritor e poeta Fabrício Carpinejar afirmou, em entrevista a Mário Kertész hoje (5), durante o Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metrópole, que a crise causada pela pandemia de coronavírus representa um "juízo final particular". A tensão devido às incertezas do momento o levou a antecipar o lançamento do livro "Coragem de Viver", dedicado à poeta Maria Carpi, mãe do escritor. A obra está em pré-venda na Amazon.

"Nunca estivemos enfrentando nossos limites, nossas fragilidades, nossa vulnerabilidade, nunca como antes tivemos esse medo de perder alguém ou de nos perder, de ficar preocupado com o que os filhos podem herdar. Nunca tive tantos pensamentos mórbidos, pensando se meus filhos estarão bem ou não, se algo acontecer comigo, por mais que eu esteja protegido e me cuidando. É mais que uma pandemia, acho que é um juízo final particular. É um apocalipse particular, porque tem uma impotência, você não tem como acelerar a vacinação, não tem como modificar a mente das pessoas, fazê-las entender que é um período de exceção, que é a maior crise sanitária que vivemos. Talvez seja a maior de todos os tempos futuros", pontuou.

Segundo Carpinejar, o intuito de "Coragem de Viver" é render uma homenagem ao papel da figura materna na formação de um ser humano. "Eu, como filho, estou deixando o testamento já para minha mãe, tentando mostrar pra ela o quanto essa vida não foi em vão, o quanto ela marcou minha personalidade com suas lições e exemplos. Porque mãe é um radar. Eu posso enganar todo mundo, menos a minha mãe. (...) Não é uma biografia da Maria Carpi, minha mãe é poeta, advogada, foi defensora pública. É a biografia de um filho para sua mãe. Tudo que ela pensa que eu não guardei (risos), estou devolvendo. A maior emoção que uma pessoa pode sentir é quando ela fala algo e depois de um tempo a outra pessoa lembra. O que queremos no amor são testemunhas da nossa vivência. Eu sou testemunha privilegiada de minha mãe e a gente tem que cuidar das mãezinhas, das mainhas. Uma das advertências é: não angustie à toa a sua mãe. Nós falamos só as coisas ruins do nosso dia, mãe parece Procon, Serasa, a gente não fala as coisas boas (...) A gente precisa ser mais maduro e mais adulto com as nossas mães. Ainda somos crianças mimadas com as suas dores. (...) É o livro mais otimista que eu poderia fazer em um momento tão pessimista", disse.

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