
Cultura
Roda Baiana: soteropolitanos criam páginas nas redes sociais para homenagear Salvador
Idealizadores das páginas, Iuri Barreto e Louti Bahia estiveram no Roda desta terça-feira (30)

Foto: Reprodução
Seguindo as comemorações pelo aniversário de Salvador, comemorado ontem (29), o Roda Baiana recebeu os idealizadores de duas páginas criadas para homenagear Salvador. Os soteropolitanos Iuri Barreto e Louti Bahia conversaram com Fernando Guerreiro, Jonga Cunha e Faustão sobre o trabalho com as páginas Soteropobretano e Amo a História de Salvador, criadas no Instagram.
Iuri relembrou o início do projeto, criado em 2012, depois de uma mudança em sua rotina. ”Sempre gostei de viajar, era estagiário. Aí quando me formei perdi o emprego e tava sem dinheiro pra viajar resolvi viajar dentro da minha própria cidade. A página não tinha nenhuma pretensão de ser o que é hoje. Era uma coisa para amigos e amigos de amigos, para as pessoas recuperarem, ou despertarem, o desejo de conhecer Salvador. É meu filho, é minha paixão, minha forma de traduzir o meu amor pela cidade”, conta Barreto.
Já para Lutti, o início da página teve a ver com uma escolha profissional.“A página tem a ver com a minha história. Eu não sou historiador. Faço a página baseada no meu conhecimento em urbanismo e meio ambiente porque me especializei nessa hora. Eu não sou historiador, eu falo da história de expansão urbana da cidade. Eu sou redator publicitário. Criei a página quando fui fazer pós graduação nessas área do urbanismo e pensei, como eu vou estudar uma cidade sem estudar a minha cidade”, explica, sobre a página que nasceu em 2014.
Nos anos fazendo o trabalho, os dois perceberam um pouco de como se dá a relação dos soteropolitanos com a capital baiana. “Cada um tem sua cidade, não tem como comparar a experiência de um soteropolitano que nasceu e cresceu em Itapuã, com o que nasceu na Pituba e o que nasceu no Centro. Quando chega 29 de março isso é perceptível até nas homenagens que as pessoas fazem da cidade. Não acho que a cidade seja um paraíso, sou apaixonado pela cidade mas a graça não está em ser um paraíso, a graça está no caos. As pessoas ainda não exploram a cidade, não abraçam a cidade de forma real ``. analisa Iuri.
Para Louti, o humor é outro ponto que marca a relação de quem mora em Salvador com a cidade. “A primeira ladeira de Salvador era a ladeira da Conceição, era muito íngreme, então foi mandado fazer outra ladeira para que os carros de boi subissem. O nome oficial dela é Ladeira dos Carros, mas o baiano dizia que era uma ladeira muito grande, que demorava para subir, e batizou de ladeira da Preguiça. O baianês já estava aqui, já estava no ar”, observa Bahia.
A edição de hoje do Roda Baiana está disponível na íntegra no Youtube
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