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Cultura

Acervo do crítico de cinema Walter da Silveira será disponibilizado na internet

A seção de correspondência contém cartas trocadas com Glauber Rocha, Alex Viany e Paulo Emílio Sales Gomes, entre 1950 e 1966

[Acervo do crítico de cinema Walter da Silveira será disponibilizado na internet]
Foto : Divulgação

Por Luciana Freire no dia 02 de Abril de 2021 ⋅ 21:00

O acervo do crítico de cinema Walter da Silveira, que formou diversas gerações de amantes da sétima arte, será disponibilizado em formato digital em um memorial elaborado em parceria com a Associação Bahiana de Imprensa (ABI). Foram catalogadas, digitalizadas e restauradas 355 imagens, entre fotos de filmes e do arquivo pessoal de Walter, além de 98 correspondências.

"A proposta da Associação Bahiana de Imprensa é que o resto do acervo seja incluído gradativamente. O que agora se lança são as bases fundamentais para o acesso a todo o acervo", explica Adilson Mendes, pesquisador responsável pelo projeto. Os documentos disponibilizados têm forte significado para a história do cinema baiano e nacional, dada a relevância destas obras para os modos de fazer e fruir o audiovisual no país. 

"Walter viveu o auge mundial da cinefilia. E ele soube transpor para o contexto baiano um fenômeno moderno da cultura que ainda era mal visto pelas elites. A fundação do Clube de Cinema da Bahia tem peso semelhante à fundação da Cinemateca Brasileira ou a criação da Cinemateca do MAM, no Rio. Juntas, essas três instituições revolucionaram a cultura cinematográfica do país e construíram as bases para o moderno cinema brasileiro", destaca Adilson, que é historiador e doutor em Cinema.

O conjunto das correspondências traz cartas trocadas com Glauber Rocha, Alex Viany e Paulo Emílio Sales Gomes, entre 1950 e 1966. Elas ajudam a compreender a formação do cinema moderno brasileiro e servem de parâmetro para observar o legado deixado, que influencia, segundo o pesquisador, "a Jornada da Bahia, no projeto da filmografia baiana, nas escolas de cinema espalhadas pelo estado, no resistente movimento cineclubista baiano". 

A ideia de reunir a obra de Walter partiu da professora de Cinema Cyntia Nogueira, autora do livro "Walter da Silveira e o Cinema Brasileiro". Além dela e de Adilson Mendes, assinam a iniciativa a museóloga Renata Ramos, que atua na área de conservação e restauração documental e é responsável pelo Museu de Imprensa da ABI, e a arquivista Gabriela Queiroz, que atuou como chefe de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira.

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