
Cultura
Festa da Boa Morte chega ao fim nesta segunda em Cachoeira
Celebração reúne tradições de matriz africana e católica e termina com distribuição de caruru e samba de roda

Foto: Feijão Almeida/GOVBA
A Festa da Boa Morte chega ao fim nesta segunda-feira (17), em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, a celebração reúne elementos de religiões de matriz africana e práticas do catolicismo. O encerramento da programação ocorre hoje, com a distribuição do tradicional caruru e apresentação de samba de roda.
A programação começou na quinta-feira (13) e levou, ao longo dos dias, moradores, devotos e turistas às ruas da cidade. No sábado (15), o movimento foi marcado pela presença de grupos religiosos, fanfarras e visitantes. A festa é promovida pela Irmandade da Boa Morte, formada historicamente por mulheres negras, e mantém uma tradição de mais de dois séculos.
Além da importância religiosa, a festa simboliza a trajetória de resistência de mulheres negras que atuaram pela liberdade durante o período da escravidão. Pesquisadores apontam registros da irmandade desde 1810, em Salvador, formada inicialmente por mulheres escravizadas vindas de diferentes regiões da África.
Perseguida ao longo do tempo, a irmandade teve parte de suas integrantes transferida para Cachoeira. Na cidade, que vivia um período de crescimento econômico, o grupo voltou a se organizar e retomou suas atividades no Recôncavo em 1840.
Nesta segunda-feira (17), último dia da Festa da Boa Morte, a programação começa às 18h, com a distribuição de caruru na sede da Irmandade da Boa Morte. O encerramento também terá apresentação do Samba de Roda Filhos da Barrage.
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