Cultura

14 anos sem o poeta baiano Waly Salomão

E lá se foram 14 anos. Mais de uma década sem o poeta baiano Waly Salomão. Aos 59 anos, no dia 5 de maio de 2003, o artista - nascido em Jequié, na Bahia - nos deixou depois de passar alguns dias internado no Rio de Janeiro. Motivo? Câncer no intestino. [Leia mais...]

[14 anos sem o poeta baiano Waly Salomão]
Foto : Pan-Cinema Permanente/ Divulgação

Por Jessica Galvão no dia 05 de Maio de 2017 ⋅ 18:56

E lá se foram 14 anos. Mais de uma década sem o poeta baiano Waly Salomão. Aos 59 anos, no dia 5 de maio de 2003, o artista - nascido em Jequié, na Bahia - nos deixou depois de passar alguns dias internado no Rio de Janeiro por causa de um câncer de intestino.

O baiano chegou a trabalhar ao lado de Mário Kertész na Prefeitura de Salvador, quando foi diretor da Fundação Gregório de Matos e coordenador do carnaval da cidade. 'Querido amigo. Grande colaborador. Era uma pessoa de uma inteligência e energia mais do que brilhantes', relembrou MK. Kertész se disse orgulhoso por ter trabalhado com uma pessoa da grandeza de Waly, a quem atribuiu uma competência ímpar.

Salomão foi um dos grandes nomes da contracultura no Brasil e na década de 60 teve ligações estreitas com o movimento tropicalista. Filho de uma baiana com um sírio, Waly se formou em direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), no ano de 1967, porém nunca seguiu com a profissão. Na década de 70, chegou a cursar a Escola de Teatro da mesma instituição e estudou inglês na Universidade de Columbia, em Nova York.

Além de ser um dos padrinhos do projeto social Afrorregae, Waly foi letrista parceiro de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Adriana Calcanhoto, Itamar Assunção e Cássia Eller. Escreveu nove livros de prosa e poesia e foi colaborador de alguns jornais e revistas.

Waly Salomão foi premiado por suas obras com o prêmio Jabuti e o Alphonsus Guimarães com o livro 'Algaravias', lançado em 1996. No último ano de sua vida, em 2003, Salomão foi secretário do Livro e da Leitura no Ministério da Cultura na gestão de Gilberto Gil. Após sua morte, Waly teve ainda a sua história contada no documentário Pan-Cinema Permanente, do diretor Carlos Nader, que em 2008 venceu o Festival É Tudo Verdade.

Confira documentário: 

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