Cultura

Ex-motorista, Lazinho lembra trajetória até os vocais do Olodum: "Música veio por acaso"

O cantor do Olodum Lazinho falou sobre sua trajetória após 38 anos integrando a banda, em entrevista ao Jornal da Cidade 2ª Edição da Rádio Metrópole nesta sexta-feira (13). O artista destacou o início da carreira, quando ele era motorista e ainda não tinha surgido para o sucesso. [Leia mais...]

[Ex-motorista, Lazinho lembra trajetória até os vocais do Olodum:
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Matheus Simoni e Luiza Leão no dia 13 de Outubro de 2017 ⋅ 18:20

O cantor do Olodum Lazinho falou sobre sua trajetória após 38 anos integrando a banda, em entrevista ao Jornal da Cidade 2ª Edição da Rádio Metrópole nesta sexta-feira (13). O artista destacou o início da carreira, quando ele era motorista e ainda não tinha surgido para o sucesso. "A gente só servia para tocar nesses blocos, chamados blocos de barões e Geraldão, do Muzenza, deu a ideia de a gente fazer um bloco. A gente vai sair na sexta no bloco Alvorada, né? Quando eu fui no Carnaval eu só sabia duas músicas. Naquela época eu não bebia tanto. Então eu nunca deixei o vício. As pessoas que trabalham comigo sabem que eu nunca trabalho bebendo. Fumei há 20 anos, peguei uma tuberculose que prejudicou meu trabalho", falou o cantor.

Pai aos 13 anos de idade, Lazinho falou sobre como foi atingir a maturidade de forma ʹprecoceʹ. Segundo ele, a música veio ʹpor acasoʹ. "Eu tinha 20 e alguma coisa e eu era bem empregado e fui convidado a fazer parte da banda. Na hora em que arrumava o som, eu ficava testando quando foi no carnaval. Todo mundo foi dormir embriagado, eu dormia pouco nessa época. Eu aprendi a dirigir com 10 anos e comecei a ter responsabilidade com 13 anos. Eu fui pai com 13 anos. A mãe tinha 27. Hoje é ʹnormalʹ, mas naquela época foi um escândalo. Antigamente, a nossas mães, perguntavam ʹvocês vão para ondeʹ, ʹestá com quem?ʹ", falou o cantor.

Lazinho revelou ainda que era responsável por olhar o carro de Mamede Paes Mendonça, finado empresário Mamede Paes Mendonça, pioneiro no ramo de supermercados no país e fundador da rede de varejos que levava seu nome. "Eu tomava conta do carro dele, ele só pagava para eu olhar o carro. Eu andava com as pencas de carro. Eu tomava conta de carro do lado da Igreja de São Pedro. Ele só pagava para olhar. Quando foi a Missa do Galo, que eu precisava ganhar dinheiro para comprar a roupa do natal, que era no outro dia, ele me chamou para estacionar o carro. Ele tinha um Dodge, botei o carro em frente à igreja. Quando a missa acabou, ele mandou eu abrir a mão e eu peguei o dinheiro. Quando eu olhei era 50 cruzeiros carimbados. Era dinheiro. Eu fiquei estarrecido. Pior foi quando eu cheguei em casa. A primeira loja dele era na Baixa dos Sapateiros. A minha mãe me fez ir lá no dia seguinte para saber de onde veio aquele dinheiro", conta.

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