Cultura

Riachão lembra composição de ʹBaleia da Séʹ: "Mexeu com os corações das crianças"

Com 95 anos de idade e uma extensa bagagem musical, o sambista Riachão contou com muito carinho, em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (20), sobre a história de uma canção que o deixou bastante conhecido e bem quisto pelo público infantil no fim da década de 1950: a música "Baleia da Sé". [Leia mais...]

[Riachão lembra composição de ʹBaleia da Séʹ:
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Paloma Morais no dia 20 de Outubro de 2017 ⋅ 19:10

Com 95 anos de idade e uma extensa bagagem musical, o sambista Riachão contou com muito carinho, em entrevista à Rádio Metrópole, nesta sexta-feira (20), sobre a história de uma canção que o deixou bastante conhecido e bem quisto pelo público infantil no fim da década de 1950: a música "Baleia da Sé". "A música mexeu com os corações das crianças. Eu tenho uma passagem na minha vida que so pais na porta do radio, nunca vi tanta gente na porta, os pais com a crianças para ver o homem do umbigão das baleias", disse sorridente.

Ele explicou que na época, a inspiração da música veio de um episódio em que uma baleia foi exposta na Bahia por americanos. "O povo não conhecia a baleia, via outros peixes, mas não conhecia. Eu tenho a impressão que o americano fez a pesquisa pra saber se a gente conhecia a baleia ou não. Ele descobriu que a gente não conhecia. O que ele fez? Ele fez uma excursão com a baleia. Ele armou na praça da Sé", detalhou."Eu trabalhava na Rua Carlos Gomes, a radio erá la. Saí de lá com amigos pra beber cachaça na Ajuda, quando a gente vai entrar, a gente vê uma multidão. Fomos lá pra praça pra ver o que era. quando cheguei perguntei as pessoas o que tava acontecendo. E o pessoal: é a baleia", complementou.

Depois disso, ele pediu para visitar a baleia, se indetificando como parte da imprensa, já que na época trabalhava na Rádio Sociedade, e ao visitar o animal, ele decidiu compor uma música sobre o momento e mostrou ao americano. "Aí disse: oh oh oh, música em homenagem a baleia. Ele falava pouco brasileiro e disse: oh oh oh, como é a musica? E cantei. O americano ficou encantado com a música. E resolvemos gravar", contou.

 

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