Sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Cultura

Novas criaturas: Chico Kertész, Leo Prates e Iuri ‘Soteropobretano’ são batizados na passarinha; VÍDEO

Finalmente o Metro1 apresentou os três mais ilustres desconhecedores de passarinha da Bahia à dita cuja. Graças à generosidade do baiano Gregório do Acarajé, Chico Kertész, Leo Prates e Iuri finalmente perderam a virgindade. [Leia mais...]

Novas criaturas: Chico Kertész, Leo Prates e Iuri ‘Soteropobretano’ são batizados na passarinha; VÍDEO

Foto: Matheus Simoni/ Metropress

Por: James Martins no dia 25 de abril de 2018 às 16:10

A revelação se deu ao vivo: há cerca de um ano, o documentarista e apresentador do Jornal da Cidade II Edição, Chico Kertész, confessou durante o programa que não conhecia passarinha. Note-se: não se trata de nunca ter comido, mas de não ligar o nome à pessoa. Ou melhor, à tradicional iguaria.

O espanto, como era de se prever, tomou conta do estúdio! Na ocasião, Chico ouviu do repórter Matheus Simoni que estava “um forte cheiro de passarinha” na rua e achou que fosse "frango a passarinha". Nascia ali uma nova categoria antropológica: o baiano que não conhece passarinha. Vergonha própria, nada alheia.

Desde então, o próprio CK e os ouvintes da Rádio Metrópole passaram a fulminar entrevistados com a pergunta totêmica: “Fulano conhece passarinha?”. O que mais se ouviu como resposta, ao longo do programa, foi: "Claro!”, “Muito”, “Adoro” etc. Porém, o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Leo Prates (DEM), quebrou a tradição e se juntou ao clube.

O auge da brincadeira, no entanto, ainda estava por vir. Na semana passada, Iuri Barreto, criador do Guia de Sobrevivência do Soteropobretano, página que dá dicas da programação cultural e gastronômica de Salvador, e já tem mais de 87 mil seguidores, também foi obrigado a confrontar a própria ignorância: “Né frango a passarinha?”, espantou-se. Até o pai do rapaz se decepcionou.

Ontem (24), no entanto, uma nova era se iniciou na vida desses três representantes locais: eles foram apresentados à famigerada passarinha – em pessoa (e nervos). O baiano Gregório, o primeiro homem a vender acarajé em Salvador, levou seu tabuleiro de Stella Maris até a sede da emissora, em Pernambués, e fez as honras da casa, batizando a santíssima trindade da profunda ignorância nas águas de dendê do quitute.

PS: Para quem não sabe, passarinha é uma tradicional iguaria do tabuleiro da baiana, feita com o baço bovino.  

O resultado você confere no vídeo abaixo:

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