
Cultura
Léo Santana critica fase da música baiana: 'Pensam que fazer shows em Salvador é suficiente'
O cantor investiu nos estilos sertanejo universitário e funk carioca no novo trabalho, o EP "Inovando"

Foto: Divulgação
Léo Santana também falou sobre a tão falada crise da Axé Music. "Hoje é quase impossível [começar uma carreira no pagode]. Não vamos ser hipócritas. A música da Bahia tem vivido um momento muito ruim. Não há um artista que fale que está tudo bem", disse ele, em entrevista ao G1, por ocasião do lançamento do EP "Inovando", que traz músicas nos estilos sertanejo universitário e funk carioca.
Na mesma entrevista, o cantor aprofundou a análise pessimista: "Hoje rolam algumas parcerias, mas antes elas eram raras. Faltou um artista ser mais parceiro do outro. Baianos valorizam muito as coisas de fora da Bahia. Vejo isso de forma negativa porque acaba menosprezando a música local. Alguns artistas acabam fazendo canções pejorativas, que denigrem mulher. Isso também atrapalha muito. Eles pensam que fazer shows em Salvador já é o suficiente".
E continua: "Nunca pensei assim. Sempre quis invadir o mundo, queria ser o Michael Jackson". Considerando-se o último nome da música baiana lançado no mercado em sua geração, Léo Santana ainda se identifica como pagodeiro, apesar dos pesares. "Meu método de shows é do pagode", disse. Mas completou: "É como Thiaguinho, que se renova, se permite cantar outros sons, coisas mais acústicas".
E por fim: "As pessoas me conhecem através disso. Alguns dizem que o Léo não toca mais pagodão. Acabam generalizando porque a mais escutada é a faixa sertaneja. Mas é só prestar atenção, lá [nos discos e nos shows] também tem meu pagode. Precisamos colocá-lo em mais lugares do Sul, que não conhecem o ritmo".
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