Cultura

Pedro Corrêa do Lago narra coleção histórica em livro: 'É segurar a história nas próprias mãos'

Ele detalha que o acervo quase 900 anos de caligrafia de artistas como Van Gogh , Michelangelo, Rainha Victoria, Einstein e muitas outras figuras da arte, literatura, ciência, música e filosofia e história

[Pedro Corrêa do Lago narra coleção histórica em livro: 'É segurar a história nas próprias mãos']
Foto : Ares Soares/Unifor

Por Matheus Simoni no dia 18 de Novembro de 2019 ⋅ 13:12

Escritor, editor e colecionador, Pedro Corrêa do Lago narrou, em entrevista ao programa Na Linha com Mário Kertész da Rádio Metrópole de hoje (18) detalhes do livro "A magia do manuscrito", que reúne a coleção de autógrafos e textos escritos à mão reunida ao longo da vida. A coleção teve início há mais de 50 anos, ainda na adolescência. "Não sou só colecionador, pude participar de leilões no mundo todo. Me deu uma quantidade e uma alegria ao longo de todos esses anos em toda a minha vida", conta. Ele detalha que o acervo quase 900 anos de caligrafia de artistas como Van Gogh , Michelangelo, Rainha Victoria, Einstein e muitas outras figuras da arte, literatura, ciência, música e filosofia e história.

"É um privilégio extraordinário. É segurar a história em suas próprias mãos. Você é o possuidor fugaz daquilo, mas o fato é que muita dessas coisas são constituições que morrem e voltam ao mercado quando você morre. Tenho um pergaminho que, naquela época se escrevia em pele de carneiro, de mais de 900 anos assinado por um papa. São vários pedaços na época medieval. Fico imaginando isso numa mesa medieval de madeira e essa gente toda sai assinando em volta. É um túnel do tempo", conta. 

Pedro Corrêa do Lago ainda conta de um documento de Santos Dumont, pai da aviação, com três construções dele que ficaram famosas; Consegui muita coisa importante de Santos Dumont, um personagem que admiro muito. Tinha escrito logo abaixo das três construções dele: 'Minha família'. É um desenho que ficou famoso, fizeram um filme maravilhoso sobre ele. A minha intenção é que todos usem o que tenho ao máximo. Todos os pesquisadores têm que fazer isso ao máximo. Esses documentos não podem ficar fechados numa gaveta. Tenho que divulgar ao máximo", acrescenta.

O livro chega finalmente ao Brasil pela Taschen. A coleção foi exposta no ano passado na Morgan Library de Nova York. O livro já foi editado em italiano, alemão, inglês, francês e espanhol.

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