Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Cultura

Exposição sobre obra e vida de Eliana Kertész reforça discurso de ‘liberdade’, ressalta Gringo Cardia

A mostra tem início no próximo dia 18, no Palacete das Artes, em Salvador, e fica até o dia 8 de março de 2020

[Exposição sobre obra e vida de Eliana Kertész reforça discurso de ‘liberdade’, ressalta Gringo Cardia]
Foto : Alexandre Galvão / Metropess

Por Alexandre Galvão no dia 05 de Dezembro de 2019 ⋅ 11:17

Curador da exposição “Fartura e Abundância”, que irá contar parte da vida e revisitar obras da artista plástica Eliana Kertész, Gringo Cardia ressaltou que o trabalho da baiana reforça um discurso de liberdade. 

“O parâmetro principal da vida dela era a liberdade. Vivemos no momento que temos que ter liberdade e ela era uma pessoa sem culpa, dizia que não era certinha, que não era boba, que adorava o imperfeito. Quando você quer a perfeição, você vira um robô. É uma exposição sobre o amor, sobre a vida”, contou, em entrevista a Lara Kertész, na Rádio Metrópole

A mostra tem início no próximo dia 18, no Palacete das Artes, em Salvador, e fica até o dia 8 de março de 2020. Cardia falou ainda que fazer parte da equipe da exposição foi uma oportunidade de conhecer mais a fundo a vida de Eliana. Esse conhecimento será repassado nas instalações do trabalho.
 

“Fazer uma exposição para que as pessoas conheçam mais uma pessoa bacana para a cidade. Foi incrível. Comecei a conhecer o trabalho dela como educadora, a complexidade toda. Ela tinha uma coisa muito alegre, de vida, de acolhimento. É uma coisa muito ligada às crianças, é uma coisa infantil e de mãe e filho. Chico [Kertész] e os irmãos têm uma coisa muito forte com ela. Quando eu faço uma exposição, tenho que mergulhar na vida da pessoa. Vida e arte são a mesma coisa”, acredita. 

Vanguardista, Eliana puxou a discussão sobre o empoderamento do corpo gordo. “Ela quebrou os paradigmas de beleza. O belo é sempre a pessoa magra, bombada, fitness. A gorda não pode ser bonita? Ela trouxe essa discussão antes de tomar essa escala de hoje. A gorda é bonita, sensual, gostosa. Isso dá uma autoestima para quem sofre preconceito”, apontou. 

Para os mais curiosos, um “spoiler” sobre a exposição: além das gordinhas, textos, vídeos e interação com as obras serão permitidas. “Selecionei vários pensamentos dela. A exposição tem jogos, tem um cinema grande, tem esculturas que você pode tocar, abraçar”, contou.

Notícias relacionadas