Cultura

Livros brasileiros ganham destaque na maior biblioteca de livros infantis e juvenis do mundo

Biblioteca Internacional Juvenil de Munique selecionou cinco títulos do Brasil para o catálogo White Ravens 2020

[Livros brasileiros ganham destaque na maior biblioteca de livros infantis e juvenis do mundo]
Foto : Maurício Negro /CompanhiadasLetras

Por Pedro Oliveira no dia 16 de Outubro de 2020 ⋅ 11:50

Anualmente, a Internationale Jugendbibliothek (IJB) - maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo - apresenta o catálogo White Ravens, com as melhores obras publicadas no período. A lista é divulgada durante a Feira do Livro de Frankfurt, que começou na última quarta (14). A edição de 2020 segue até domingo (18), e está acontecendo online.

Para o catálogo das melhores obras infanto-juvenis do ano foram avaliados 200 livros, em 36 idiomas. Cinco obras brasileiras integram a seleção: Além da chuva (FTD Educação), com texto de Michel Gorski e ilustrações de Fernando Vilela, aborda questões ambientais ao contar a história de um homem que retorna a São Paulo em 2035 e encontra a cidade coberta pela vegetação.

Nós: uma antologia da literatura indígena (Companhia das Letras), editada e ilustrada por Maurício Negro, reúne narrativas de diferentes nações que habitam o Brasil. Donana e Titonho (Paulinas), escrita por Ninfa Parreiras e ilustrada por André Neves, conta a história de um casal catador de lixo para apresentar o cotidiano dos que não estão completamente incluídos na sociedade.

As outras obras selecionadas foram Histórias guardadas pelo rio (Edições SM), de Lúcia Hiratsuka; e Blimundo: O maior boi do mundo (Rocco Jovens Leitores), escrita por Celso Sisto e ilustrada por Elma. Na primeira, pescadores tiram histórias da água e vendem, ou doam, para as pessoas; até que um jovem pescador começa a investigar os segredos da arte da pesca. A segunda apresenta um conto da tradição popular de Cabo Verde, onde um boi imponente e libertário enfrenta um tirano que anseia em tirar a sua vida.

A seleção dos livros brasileiros tem, como denominador comum, problemas e perspectivas ligadas à relação da humanidade com o mundo, e aposta na força das narrativas para aprofundar o vínculo da natureza com jovens e crianças.
 

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