
Economia
Presidente da CNI critica decisão do governo de isentar compras de até US$ 50 no exterior
Declarações de Robson Andrade foram feitas durante reunião com o presidente Lula; para ele, a portaria "trabalha contra" as pequenas, micros e médias indústrias brasileiras

Foto: Divulgação/CNI
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, criticou nesta quinta-feira (6) a decisão do Ministério da Fazenda, liderado por Fernando Haddad (PT), de deixar de cobrar, a partir de agosto, o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 de empresas que aderirem voluntariamente ao programa Remessa Conforme da Receita Federal e se os produtos sejam destinados a pessoas físicas.
A declaração foi dada durante reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, no Palácio do Planalto, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Robson disse que a portaria “trabalha contra” as pequenas, micros e médias indústrias brasileiras.
“US$ 50 dá R$ 250. R$ 250 atinge a grande maioria da indústria brasileira. Então, nós somos a favor que todas as compras do exterior, independente do valor, tenha que ser tributada. As nossas empresas são tributadas”, afirmou, ao argumentar que a isenção atinge quase a totalidade da produção industrial dos setores de vestuário, calçados, brinquedos e medicamentos.
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