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Petróleo sobe até 6% com tensão no Oriente Médio

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Petróleo sobe até 6% com tensão no Oriente Médio

Mercado reage ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, enquanto plano da Agência Internacional de Energia para liberar estoques não convence investidores

Petróleo sobe até 6% com tensão no Oriente Médio

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 11 de março de 2026 às 17:29

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), registrando altas de até 6% após terem despencado mais de 11% no dia anterior. O movimento ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e às dúvidas do mercado sobre a eficácia do plano de liberação de reservas anunciado pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Por volta das 14h, o barril do petróleo Brent crude oil era negociado com valorização próxima de 5%, em torno de US$ 92. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia cerca de 4,5%, chegando a aproximadamente US$ 87.

A AIE anunciou que seus países-membros concordaram em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo no mercado global, a maior liberação emergencial da história. A medida busca reforçar o abastecimento e conter a alta dos preços provocada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o diretor-executivo da agência, Fatih Birol, a iniciativa pretende reduzir os efeitos imediatos da interrupção no fornecimento, especialmente diante das incertezas em torno do trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

Birol afirmou que a normalização do fluxo de petróleo e gás depende principalmente da retomada da circulação na região. “Os países da AIE disponibilizarão 400 milhões de barris de petróleo ao mercado para compensar a perda de oferta devido ao fechamento do Estreito de Ormuz”, declarou.

Mercados financeiros

No Brasil, o Ibovespa operava perto da estabilidade nesta quarta-feira, refletindo o ambiente de forte volatilidade causado pelas incertezas geopolíticas. Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street registravam queda durante a tarde, com investidores avaliando dados de inflação e os possíveis impactos da guerra no mercado de energia.

Na Europa, as bolsas também operavam em baixa após uma recuperação breve na sessão anterior, pressionadas pelas incertezas do conflito e pelas oscilações nos preços do petróleo.

Já na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta. O índice Nikkei 225 subiu 1,43% em Tóquio, enquanto o Kospi avançou 1,40% em Seul. Em Taiwan, o índice Taiex teve alta de 4,10%.

Na China continental, os ganhos foram mais moderados, com o Shanghai Composite Index subindo 0,25% e o Shenzhen Composite Index avançando 0,52%. A exceção na região foi Hong Kong, onde o índice Hang Seng Index fechou em leve queda de 0,24%.