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Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Economia

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Ação mira disparada de preços e possível formação de cartel em meio à alta do petróleo

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Foto: Rodolpho Rodrigues/TV Brasil

Por: Metro1 no dia 21 de março de 2026 às 11:00

Em meio à disparada nos preços dos combustíveis, o governo federal iniciou uma operação ampla de fiscalização que já alcançou mais de mil postos em todo o país. A ação busca identificar práticas abusivas e possíveis irregularidades no setor, como combinação de preços e infrações contra o consumidor.

As inspeções começaram no dia 9 de março e vêm sendo realizadas em parceria entre a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e órgãos de defesa do consumidor. Até o momento, equipes passaram por 179 municípios em 25 estados, verificando 1.180 estabelecimentos.

O balanço parcial aponta um volume elevado de irregularidades. Mais de 900 notificações foram emitidas, incluindo empresas distribuidoras, e ao menos 36 punições já foram aplicadas, entre multas e interdições.

Segundo o Ministério da Justiça, a ofensiva também atingiu as principais empresas do setor. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou companhias responsáveis por cerca de 70% da distribuição de combustíveis no Brasil.

A operação ocorre em um cenário de forte instabilidade internacional, com impacto direto no preço do petróleo. A valorização do barril, que chegou à casa dos US$ 120, tem relação com tensões no Oriente Médio e dificuldades logísticas em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.

Apesar disso, o governo avalia que a alta não justifica eventuais abusos no mercado interno. A suspeita é de que parte dos aumentos esteja sendo potencializada por práticas irregulares.

Para ampliar o controle, foi anunciada a criação de uma força-tarefa permanente envolvendo diferentes órgãos federais, incluindo a Polícia Federal. A proposta é intensificar o monitoramento e facilitar a atuação conjunta com estados e municípios no combate a crimes contra a economia popular.