Economia
Governo vai aumentar preço mínimo do cigarro para compensar redução de imposto sobre combustíveis

Medida em estudo pode incluir desconto de até 80% e mira reduzir endividamento de famílias e pequenos negócios

Foto: Washington Costa/MF
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia permitir o uso do FGTS para quitar dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo Durigan, a proposta está sendo discutida com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo. O formato da medida ainda não foi definido. “Se acharmos que é razoável para financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou após reunião com parlamentares do PT na Câmara.
A iniciativa faz parte de um pacote que busca reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito, com foco em pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais e pequenas empresas.
Entre as alternativas em estudo está a oferta de garantia da União para renegociação de débitos, o que pode facilitar condições mais vantajosas, como juros menores. O programa também pode incluir descontos de até 80% no valor das dívidas, abrangendo modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Outra frente em discussão envolve a criação de restrições para apostas online entre beneficiários, como forma de evitar novo endividamento. O pacote ainda deve contemplar pessoas com contas em dia, mas com renda comprometida, permitindo a migração para linhas de crédito mais baratas.
Apesar do avanço nas negociações, o modelo final ainda não foi fechado. A expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias.
O debate ocorre em meio ao alto nível de inadimplência no país: mais de 80% das famílias brasileiras têm dívidas, e cerca de um terço está com pagamentos em atraso. O governo tem dialogado com bancos, fintechs e instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve ter formato mais simples que iniciativas anteriores.
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