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Governo diz que Plano Brasil Soberano III não terá impacto fiscal

Economia

Governo diz que Plano Brasil Soberano III não terá impacto fiscal

Governo afirma que verba reaproveita recursos não utilizados da primeira fase do programa e terá complemento do BNDES

Governo diz que Plano Brasil Soberano III não terá impacto fiscal

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por: Metro1 no dia 23 de julho de 2026 às 07:14

O governo federal informou que os R$ 18,5 bilhões previstos para o Plano Brasil Soberano III não terão impacto nas contas públicas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias. Segundo ele, R$ 13,5 bilhões correspondem a recursos que sobraram da primeira etapa do programa e não chegaram a ser utilizados, enquanto os R$ 5 bilhões restantes serão aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o ministro, como os recursos já haviam sido transferidos anteriormente do Tesouro Nacional ao BNDES e retornaram por não terem sido contratados, a reutilização do montante não gera novos impactos fiscais. Márcio Elias também destacou que os R$ 18,5 bilhões representam o limite disponível para o programa e que o governo poderá utilizar apenas parte desse valor, conforme a necessidade.

Durante o lançamento da terceira fase do Plano Brasil Soberano, o secretário de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, reforçou que os aportes são classificados como despesas financeiras, sem efeito sobre o resultado primário das contas públicas.

Instituído por medida provisória publicada nesta quarta-feira (22), o Plano Brasil Soberano III vai atender empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, incluindo setores afetados pelas investigações das Seções 232 e 301 da legislação comercial americana. A iniciativa também contempla segmentos impactados por conflitos internacionais, como o mercado de fertilizantes, além de áreas consideradas estratégicas para a balança comercial brasileira, como a produção de minerais críticos.

O programa ainda prevê apoio a empresas que possam ser atingidas por uma nova tarifa de 12,5%, relacionada a uma investigação sobre falhas no combate ao trabalho forçado. A expectativa do governo é que os Estados Unidos anunciem essa cobrança até o fim desta semana.