
Economia
Cesta básica cai 3,30% em Salvador em agosto e registra uma das maiores quedas entre capitais
Capital baiana teve o sexto maior recuo mensal, com custo médio de R$ 628,89, segundo dados do Dieese e da Conab

Foto: Canva imagens
O custo da cesta básica caiu 3,30% em Salvador entre julho e agosto, uma das maiores reduções registradas entre as capitais brasileiras no período. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda foi a sexta mais expressiva do país.
Salvador também aparece entre as capitais com menor custo médio da cesta básica. Em agosto, o valor ficou em R$ 628,89, atrás apenas de Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42) e Maceió (R$ 627,45) entre as capitais do Norte e Nordeste.
No cenário nacional, o preço da cesta básica diminuiu em 25 das 27 capitais pesquisadas. As maiores quedas foram registradas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%) e Aracaju (-3,89%). Apenas Maceió (1,43%) e São Luís (0,78%) tiveram aumento no período.
A redução foi influenciada principalmente pela queda nos preços de produtos como batata, café em pó e tomate. Em São Paulo, que registrou a cesta mais cara do país, o valor ficou em R$ 900,59, após recuo de 1,58%. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).
Apesar da queda mensal, a cesta básica ficou mais cara em 25 capitais na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026. Salvador não aparece entre as duas capitais que registraram redução no período, Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%).
A queda registrada em agosto também reduziu o tempo médio necessário para que o trabalhador adquirisse os produtos da cesta. Foram necessárias 98 horas e 37 minutos de trabalho, contra 100 horas e 24 minutos em julho. Em média, a cesta comprometeu 48,46% do salário mínimo líquido.
Considerando o maior valor registrado no país, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.565,86, o equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.
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