Economia
IBGE: 35% dos empreendedores brasileiros tinham CNPJ em 2025, maior percentual da série histórica

É o maior nível da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011; atraso também avançou no cartão e no consignado

Foto: Divulgação/Magnifc
A inadimplência das famílias no crédito livre atingiu 8% em agosto, o maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O dado foi divulgado nesta terça-feira (29). Na prática, significa que, a cada R$ 100 emprestados nessa modalidade, R$ 8 estão com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. A taxa subiu 0,2 ponto percentual em relação a julho e 1 ponto percentual em 12 meses.
Considerando todas as operações de crédito com recursos livres, a inadimplência chegou a 6,6%, alta de 0,2 ponto percentual no mês. Entre as empresas, o índice avançou 0,1 ponto percentual e ficou em 4,3%.
Segundo Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC, a inadimplência atingiu o maior nível da série histórica em diferentes recortes, incluindo o crédito total, o crédito livre, o crédito direcionado e as operações com pessoas físicas.
Cartão de crédito
O avanço também foi registrado em diferentes modalidades. No rotativo do cartão de crédito, a inadimplência passou de 65,5% em julho para 66,2% em agosto.
Considerando o cartão de crédito como um todo, que inclui as modalidades rotativa e parcelada, o índice chegou ao recorde de 10%, alta de 0,5 ponto percentual no mês.
A inadimplência também aumentou no crédito pessoal consignado, que chegou a 3,8%, e no não consignado, que alcançou 11%. Entre as operações sem garantias, o índice chegou a 15,6%.
No consignado para trabalhadores do setor privado, a taxa praticamente dobrou em um ano: passou de 5,2% em setembro de 2025 para 10,6% em agosto de 2026.
Juros e endividamento
O aumento dos atrasos ocorre em meio à alta do custo do crédito. A taxa média de juros do crédito livre para as famílias chegou a 61,7% ao ano, avanço de 1,4 ponto percentual em agosto.
No cartão rotativo, a taxa média alcançou 444,9% ao ano, enquanto no cartão parcelado chegou a 192,1%.
O endividamento das famílias também subiu e chegou a 49,9% em julho, alta de 0,2 ponto percentual no mês. Já o comprometimento da renda ficou estável em 28,7%.
O BC ressalvou, porém, que parte do aumento da inadimplência está relacionada a mudanças nas regras contábeis. Segundo a instituição, cerca de metade do crescimento registrado nos índices pode ser explicado pelo efeito da alteração dos critérios.
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