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Alckmin ataca ‘supersalários’ e defende um novo ajuste fiscal

Economia

Alckmin ataca ‘supersalários’ e defende um novo ajuste fiscal

Vice-presidente também apoiou uma simplificação da cobrança de impostos durante o encontro com empresários baianos

Alckmin ataca ‘supersalários’ e defende um novo ajuste fiscal

Foto: Valter Capanato/Agência Brasil

Por: Gabriel Jones no dia 15 de outubro de 2026 às 14:39

Atualizado: no dia 15 de outubro de 2026 às 14:56

Em visita a Salvador a dez dias do segundo turno, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), declarou nesta quinta-feira (15) que o combate aos chamados “supersalários” será prioridade em um eventual quarto governo Lula Inácio Lula da Silva, para ajudar no controle das contas públicas diante de um possível ajuste fiscal. Em evento para empresários baianos, Alckmin defendeu a simplificação da cobrança de impostos e descreveu o país como "manicômio tributário”.

O vice-presidente, que também aproveitou o momento para celebrar o fim da escala 6x1, explicou que o governo Lula entende a necessidade de um ajuste fiscal para equilibrar as despesas, mas discorda que a austeridade recaia sobre populações mais vulneráveis. “Olha, ajuste fiscal nós defendemos. Agora, não é possível você fazer um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, esclareceu. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de R$300 mil, de R$400 mil, de desperdício”, destacou.

O discurso aparece como uma resposta da chapa de Lula (PT) ao “tesouraço” proposto pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Trata-se de uma série de cortes de gastos defendidas pelo adversário de Lula. Para Alckmin, o Brasil precisa ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de empregos, mas ainda com controle seletivo dos cortes e mudanças tributárias que permitam elevar investimentos no país e aumentar as exportações.