
Economia
Banco Central freia queda dos juros e mantém Selic em 13,75% ao ano
Decisão unânime interrompe sequência de cinco cortes e reflete preocupação com inflação, alta do dólar e incertezas econômicas após reeleição de Lula

Foto: Reprodução
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e interrompe uma sequência de cinco reduções consecutivas, iniciada em março deste ano.
A manutenção ocorre na primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à turbulência no mercado financeiro, à valorização do dólar e à piora das expectativas de inflação. Antes das eleições, investidores apostavam em novos cortes, mas o cenário mudou após o segundo turno.
Em comunicado, o Banco Central apontou o aumento das incertezas econômicas, a inflação persistente e a desaceleração da atividade econômica como fatores que exigem cautela. O cenário internacional também preocupa, especialmente pelos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.
As projeções do próprio Copom para a inflação subiram de 5,2% para 5,6% em 2026 e de 3,9% para 4,7% em 2027, ambas acima do teto da meta, de 4,5%.
Com os juros mantidos em patamar elevado, empréstimos e financiamentos continuam caros, o que dificulta o consumo e os investimentos. Por outro lado, a medida busca conter a inflação e preservar o poder de compra da população.
O Banco Central não sinalizou quando poderá retomar os cortes. A próxima reunião do Copom, última de 2026, está marcada para os dias 8 e 9 de dezembro.
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