Economia

Economista analisa erros do plano econômico do país: “Governo gastou 20% do PIB"

Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC) durante o governo Lula e colunista do Jornal Folha de S. Paulo, o economistaAlexandre Schwartsman analisou, em entrevista à Rádio Metrópole nesta sexta-feira (10), os erros da política econômica do país durante os últimos governos [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Instituto Millenium

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 10 de Março de 2017 ⋅ 08:38

Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC) durante o governo Lula e colunista do Jornal Folha de S. Paulo, o economista  Alexandre Schwartsman analisou, em entrevista à Rádio Metrópole nesta sexta-feira (10), os erros da política econômica do país durante os últimos governos. 

“O gasto público no país vem crescendo gradativamente e foi isso que nos levou a situação que vivemos hoje. O gasto previdenciário está descontrolado, o Brasil gasta mais que qualquer país que tenha a mesma faixa etária nossa. Não tem solução extraordinária. As pessoas falam em fazer o plano real do gasto público, mas essa inflação agora, como é que vamos resolver? O governo federal sozinho gastou 20% do PIB [Produto Interno Bruto] no ano passado”, disse. 

De acordo com o economista, a tentativa de cortar os juros fez com que a inflação aumentasse de forma estrondosa. “Se segurar o preço do setor elétrico, o setor elétrico quebra. Não existe mágica, não existe milagre, temos que trabalhar para sair disso. Nós crescemos nos últimos 10 anos, porque os juros eram baixos internacionalmente. A gente poderia aproveitar quando o sol tava brilhado para consertar o telhado, era para ter feito uma reforma previdenciária, não foi feito. Ela tem que ser feita, porque senão o PIB vai continuar caindo”, ponderou. 

Na opinião do especialista, a situação pode afetar em cheio a parte fiscal do governo, apesar da atual equipe econômica ser “muito boa”. “Se o pais não fizer a reforma previdenciária o teto de despesa pública aprovada se torna inviável. Ou a gente deixa a inflação subir ou aumentamos os impostos, que vai sufocar o pouco crescimento que nós temos. Estamos num momento crucial da história do país. Podemos escolher o caminho difícil ou o caminho fácil, de não fazer reforma nenhuma e deixar as consequências para quem vier depois”, completou.

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