Economia

Após arquivamento de denúncia contra Temer, Meirelles diz que prioridade agora é a reforma da Previdência

Um dia depois da Câmara dos Deputados decidir arquivar a segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esteve em reunião com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quinta-feira (26) para falar sobre as próximas pautas do Congresso. De acordo com Meirelles, agora, a prioridade é retomar a tramitação da reforma da Previdência, interrompida após a chegada da primeira denúncia contra Temer na Câmara.[Leia mais...]

[Após arquivamento de denúncia contra Temer, Meirelles diz que prioridade agora é a reforma da Previdência]
Foto : Agência Brasil

Por Paloma Morais no dia 26 de Outubro de 2017 ⋅ 14:57

Um dia depois da Câmara dos Deputados decidir arquivar a segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esteve em reunião com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quinta-feira (26) para falar sobre as próximas pautas do Congresso. De acordo com Meirelles, agora, a prioridade é retomar a tramitação da reforma da Previdência, interrompida após a chegada da primeira denúncia contra Temer na Câmara.

“[O tema da reunião] foi exatamente os próximos passos da agenda econômica. A ideia é prosseguir normalmente, esta é a decisão do presidente da Câmara e com a qual concordamos integralmente. Então, vamos prosseguir normalmente, enviando os projetos da agenda econômica, que é o mais importante para o país no momento. Reforma da Previdência em primeiro lugar, reforma tributária depois”, afirmou o ministro após a reunião.

Meirelles afirmou ainda que a princípio, o governo tentará prosseguir com a proposta de emenda à Constituição com alterações nas regras de aposentadoria como foi aprovada na comissão especial. Segundo ele, há uma grande possibilidade de aprovação da reforma, mesmo com a dimunuição de votos do governo na votação da denúncia na quarta. 

"Como se trata de uma emenda constitucional, para ser aprovada, a reforma precisa de pelo menos 308 votos do total de 513 deputados. É possível [aprovar]. São assuntos diferentes [denúncia e reforma], eu acredito que há uma consciência de que a reforma da Previdência é absolutamente necessária”, completou o ministro.

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