Economia

Inflação desacelera e fica em 0,11% na Região Metropolitana de Salvador

Despesas com habitação (+1,34%) e transportes (+0,65%) foram as que mais puxaram o índice para cima, segundo o IBGE

[Inflação desacelera e fica em 0,11% na Região Metropolitana de Salvador]
Foto : Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 07 de Junho de 2019 ⋅ 13:00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,11% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), com importante desaceleração em relação a abril (0,83%), segundo dados divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado também ficou significativamente abaixo do índice de maio de 2018 (1,11%) e foi ainda o menor IPCA para um mês de maio, na RMS, desde 2000, quando o indicador havia ficado em 0,07%.

O índice de maio na RM Salvador (0,11%) ficou um pouco abaixo da média nacional (0,13%) e foi a terceira menor alta entre as 16 áreas pesquisadas.

As despesas com habitação (+1,34%) e transportes (+0,65%) foram as que mais puxaram a inflação da RMS no mês de maio. Outros dois grupos contribuíram para o resultado, embora com peso menor nos orçamentos familiares: Vestuário (+1,21%) e Saúde e Cuidados Pessoais (+0,12%).

No grupo Habitação, a energia elétrica (+6,35%) exerceu o principal impacto, além de ser o item que individualmente mais contribuiu para a alta do IPCA na RMS. O aumento foi influenciado pela entrada em vigor, em maio, da bandeira tarifária amarela, além de refletir o reajuste ocorrido no fim de abril. Dentre as despesas com moradia, o aumento do gás de botijão (+2,02%) também foi importante para a inflação de maio na RMS.

Já no grupo Transportes, além da alta dos ônibus intermunicipais (+3,39%), os combustíveis (+1,40%) voltaram a exercer uma pressão importante, com aumentos na gasolina (+1,21%), no etanol (+2,06%) e no diesel (+2,61%).

Por outro lado, o segmento de Alimentação e bebidas ajudou a segurar o IPCA do mês, com queda de 1,09%. Os principais responsáveis pela deflação do grupo foram alimentos: a farinha de mandioca (-13,29%), a batata-inglesa (-21,1%), a cebola (-24,51%) e o tomate (-5,01%).

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