Economia

Presidente da Assocafé reclama de gestão de fundo e cobra política definida para o setor

João Lopes Araújo ressaltou ainda a importância da produção cafeeira, que conta com 278 mil produtores, na geração de oito milhões de empregos no país

[Presidente da Assocafé reclama de gestão de fundo e cobra política definida para o setor]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 12 de Novembro de 2019 ⋅ 12:34

O presidente da Associação de Produtores de Café da Bahia (Assocafé) e empresário João Lopes Araújo disse, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (12), que o setor precisa de políticas para alavancar seu desenvolvimento. 

Ele destaca que, há 150 anos, o Brasil segue como maior produtor de café do mundo e deve ser, no período de dois a três anos, o maior consumidor mundial também. 

No entanto, ele pontua que os produtores  precisam da melhoria da gestão do Fundo do Café Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e do conselho gestor deste fundo. 

"O café é a única cultura que tem o fundo próprio, o Funcafé. Esse dinheiro do Funcafé é gerido para fazer as aplicações necessárias. Inclusive quando tem sobra do café, retirar do mercado, uma pre-comercialização, um estoque. O governo mantinha 18 milhões de sacas. E hoje tem 0. E o produtor está na pior fase de preço dos últimos sete anos, porque a gestão do dinheiro do Funcafé passou a ser irresponsável", reclama.

O presidente da Assocafé ressaltou ainda a importância do setor, que conta com 278 mil produtores, na geração de oito milhões de empregos no país. 

"(A importância do café) é enorme, não considerando o lado social, que é a geração de empregos fantástica, mas uma atividade que ainda gera mais de oito bilhões de exportação não é para desprezar", justifica.

João Lopes Araújo defende ainda que o poder público reconheça a importância da produção cafeeira também para a atividade comercial. 

"Como ainda temos 20 milhões de sacas consumidas internamente, siginifica que estamos também gerando receita na atividade comercial. Então o que a gente precisa fazer do café é ter uma política mais definida para aproveitar o potencial dele. Porque café, no Brasil, nunca vai deixar de ser a atividade importante que é", afirmou. 

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