Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

Economia

Na Bahia, oito em cada dez mães solo negras vivem com menos de R$ 413 por mês

Dados constam na pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça Brasil, divulgada hoje pelo IBGE

Na Bahia, oito em cada dez mães solo negras vivem com menos de R$ 413 por mês

Foto: Nurphoto via Getty Images

Por: Juliana Almirante no dia 13 de novembro de 2019 às 13:40

A incidência da pobreza na Bahia é maior entre mulheres negras que vivem sem a presença de cônjuge e com filhos menores de 14 anos. 

Em 2018, quase 8 em cada 10 pessoas que viviam nesse tipo de arranjo familiar estavam abaixo da linha de pobreza. Isso significa que 75,1% das mães solteiras pretas ou pardas e seus filhos tinham menos de R$ 413 por mês. Foram registradas 682 mil pessoas nessa condição. 

Os dados constam na pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça Brasil, divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As mães solo pretas ou pardas representam um em cada 10 pobres na Bahia (10,8%). Outros 6,1% correspondem à população em geral.

Conforme o IBGE, a vulnerabilidade dessas famílias à pobreza era maior na Bahia que no país como um todo. No Brasil, embora as mães solteiras pretas ou pardas também apresentassem, no ano passado, a maior incidência de pobreza, o percentual nacional (63%) era mais baixo que o baiano (75,1%).

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