Economia

Villa vê agravamento de crise econômica no pós-Covid: ‘China vai nos retaliar’

O analisa político lembrou ainda da reunião ministerial de 22 de abril. Nela, membros do governo Bolsonaro atacam outros países, como o Paraguai e a China

[Villa vê agravamento de crise econômica no pós-Covid: ‘China vai nos retaliar’]
Foto : Reprodução / Youtube

Por Alexandre Galvão no dia 29 de Maio de 2020 ⋅ 09:39

O Brasil vai ser carimbado no pós-coronavírus como um país “contaminado”, acredita o historiador e comentarista político Marco Antonio Villa. Em entrevista à Rádio Metrópole, hoje (29), ele disse crer que o país sofrerá represálias da China e também dos Estados Unidos, tão bajulado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. 

“A crise não faz o impeachment. Se mantivermos a crise, não tem um real estrangeiro. O dia 8 de maio, uma lembrança contra o nazifascismo, o ‘Beato Salu’ do Ernesto Araújo foi discursar na ONU e atacou a ONU. O marginal da Virgínia fala isso. Não temos presença na ONU na OMS, não vai sair o acordo do Mercosul com a União Europeia. Bolsonaro é o representante do lixo no mundo. A China vai nos retaliar. O que a China pode comprar do Brasil, vai comprar na Argentina e na Índia. E digo mais, o Biden vai ganhar as eleições nos EUA. Estamos vivendo uma situação terrível, precisamos de solução constitucional cedo, caso contrário, teremos a próxima década horrenda. Temos que tirar esse homem e ter um plano econômico, temos jovens que nunca vão entrar no mercado de trabalho, caos social”, analisou. 

O analisa político lembrou ainda da reunião ministerial de 22 de abril. Nela, membros do governo Bolsonaro atacam outros países, como o Paraguai e a China. “Vimos naquela reunião o Beato Salu falando da China. Eles são todos subservientes ao chefe. O presidente da Caixa disse que tem 15 armas, que mataria alguém se mexesse com a filha e que tomaria um litro de coloroquina. O presidente do Banco do Brasil disse que quer privatizar o banco. Isso não é sonho. É crime. Se essa turma continuar no Brasil, quando acabar a pandemia, eles vão fazer a via rápida de privatização, entregar os bancos para os piratas. O sonho dessa gente é matar o futuro”, indicou. 

Homem forte da economia, o ministro Paulo Guedes também foi lembrado na entrevista a Mário Kertész. “Ele disse que se tivesse problema ia embora do Brasil. Claro, deve estar cheio de dinheiro. Esses homens não podem decidir a nossa vida e o nosso futuro. […] Temos que tirar o Paulo Guedes. Um dos maiores enganadores do Brasil. Estudou em Chicago com bolsa da Capes”.

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