Economia

Uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir, segundo FGV

Percentual de demissões previstas é maior nos segmentos de alimentação (39%), alojamentos (34%) e transporte rodoviário (37%)

[Uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir, segundo FGV]
Foto : Tânia Rêgo / Agência Brasil

Por Metro1 no dia 18 de Setembro de 2020 ⋅ 13:40

Uma em cada quatro empresas do setor de serviços avalia demitir ou até encerrar as atividades quando se encerrar o período de vigência dos programas emergenciais relacionados à manutenção do emprego do governo federal, de acordo com sondagem realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. A informação é da Folha.

Entre as empresas que adotaram medidas como redução de jornada e salário ou suspensão temporária de contrato, 55% dizem que vão fechar ou não conseguirão assumir totalmente a folha de pagamento.

A pesquisa também aponta que, entre todos os setores pesquisados (indústria de transformação, comércio, serviços e construção), metade das empresas não adotou medidas de proteção ao emprego, enquanto outras 35% adotaram e dizem que podem agora assumir a folha integralmente.

O levantamento mostra que há uma correlação, em quase todos os segmentos, entre procura por esse e outros programas governamentais lançados durante a pandemia, dificuldade de voltar a pagar tributos e de assumir novamente os custos da folha de pagamento.

O percentual dos que vão demitir é maior em três segmentos: alimentação (39%), alojamentos (34%) e transporte rodoviário (37%). Outros setores de destaque são a indústria de bens duráveis (31,7%), o que inclui as montadoras de veículos (27%), e o segmento da construção civil de edificações não residenciais, devido à paralisação em obras de infraestrutura.

Os percentuais de quem espera demitir são menores na indústria de alimentos e nos hiper e supermercados, que foram menos afetados pela pandemia. O índice é de cerca de 5% em ambos. A expectativa de demissões também é mais baixa no segmento de edificações residenciais (6%), que tem mantido o ritmo de produção durante a crise.

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