
Educação
MEC diz que 30% dos cursos de medicina vão ser punidos por avaliação ruim
Nas universidades federais e estaduais índices foram superiores a 80% de proficiência; Cursos municipais e privados com fins lucrativos apresentaram desempenho inferior

Foto: Canva imagens
Após a realização do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) — aplicado em mais de 200 municípios — o Ministério da Educação (MEC) afirmou que cerca de 30% dos cursos de medicina avaliados em 2025 poderão sofrer punições por obterem resultados considerados insatisfatórios no exame.
O ministro da educação, Camilo Santana, diz que o governo atua para garantir padrões mínimos de qualidade. “Queremos ampliar o acesso ao ensino, mas com qualidade na oferta desses cursos”, afirmou durante encontro com jornalistas.
Dados de 2025 revelam que 75% dos participantes obtiveram um desempenho considerado proficiente. No entanto, os resultados variaram significativamente entre as instituições. Enquanto nas universidades federais e estaduais os índices foram superiores a 80% de proficiência, cursos municipais e privados com fins lucrativos apresentaram desempenho inferior.
Dos 351 cursos de medicina que participaram do último exame, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui instituições federais e privadas, único grupo sobre o qual o MEC tem poder direto de supervisão. Nesse grupo, 99 cursos (32,6%) ficaram nas faixas 1 e 2 do Conceito Enade, consideradas insatisfatórias, por apresentarem menos de 60% dos estudantes com desempenho adequado.
Esses cursos passarão por processo administrativo de supervisão, com direito à ampla defesa, mas já estão sujeitos a medidas cautelares escalonadas, que variam conforme o nível de desempenho. As medidas — que valerão até a divulgação do próximo Enamed, previsto para outubro de 2026 — incluem a proibição do aumento de vagas, suspensão do Fies, suspensão de ingresso e outros.
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