
Eleições 2026
Flávio Bolsonaro chama fim da escala 6x1 de oportunismo de Lula
Senador, que disputa o segundo turno contra Lula, diz que proposta é oportunista e defende projeto do PL que permite ao trabalhador escolher a própria jornada

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “oportunista” a discussão sobre o fim da escala 6x1, que começou nesta terça-feira (6) no Senado. A proposta é defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno das eleições.
“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele. Eu tenho certeza de que o trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso”, afirmou Flávio nesta terça, após se reunir com aliados na sede de sua campanha, em Brasília.
O senador tem evitado dizer se votará a favor ou contra a proposta em análise no Senado. Segundo ele, o projeto defendido pelo PL seria “infinitamente melhor” por dar “liberdade ao trabalhador de escolher a sua própria carga horária”.
Propostas
A proposta do PL prevê que o trabalhador seja remunerado de acordo com a quantidade de horas trabalhadas, o que pode resultar em redução salarial caso haja diminuição da jornada. O modelo também prevê negociação entre patrão e empregado e funcionaria como alternativa ao regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Já a PEC em análise no Senado prevê duas folgas semanais, sem redução do salário. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e estabelece duas folgas obrigatórias, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.
Flávio afirmou que a proposta do PL permitiria, por exemplo, que uma mãe trabalhasse quatro horas por dia, pela manhã ou à tarde, ou durante os fins de semana. “Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade”, disse.
O senador também afirmou que, durante o governo Lula, o brasileiro trabalha e “não tem nem momento de folga, de lazer, não tem um espaço para poder curtir a sua família”.
Tramitação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), agendou três sessões de discussão da PEC para esta semana. A etapa faz parte do rito de tramitação antes da votação em plenário.
A proposta precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação para ser aprovada. A oposição tentou adiar a discussão, mas o texto segue na pauta do Senado.
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