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Nunes Marques e Mendonça se reúnem com Meta após denúncias de favorecimento a Flávio Bolsonaro por IA

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Nunes Marques e Mendonça se reúnem com Meta após denúncias de favorecimento a Flávio Bolsonaro por IA

Encontro no TSE ocorreu após testes apontarem que ferramenta da empresa criava propaganda para o senador, mas recusava pedidos semelhantes para Lula

Nunes Marques e Mendonça se reúnem com Meta após denúncias de favorecimento a Flávio Bolsonaro por IA

Foto: Antonio Augusto/TSE

Por: Metro1 no dia 15 de outubro de 2026 às 17:51

Os ministros Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e André Mendonça, vice-presidente da Corte, se reuniram nesta quinta-feira (15) com representantes da Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. A reunião não constava nas agendas oficiais e ocorreu após denúncias de que a inteligência artificial da companhia apresentava respostas diferentes a pedidos de propaganda eleitoral para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Testes realizados pela Folha de S.Paulo mostraram que a Meta AI se recusou a criar um cartaz com a frase “Lula 13”, mas atendeu a um pedido semelhante com os dizeres “Flávio 22”, em verde e amarelo. Após a repercussão, a empresa anunciou medidas para impedir a geração de imagens de candidatos, mas novos testes ainda identificaram diferenças nas respostas da ferramenta.

A reunião também ocorreu em meio à pressão das campanhas presidenciais por regras mais claras para o uso de canais de WhatsApp. As discussões envolvem a moderação de publicações, o combate ao impulsionamento irregular e a contenção da disseminação de informações falsas durante a disputa eleitoral.

Disputa sobre canais de WhatsApp

O TSE enfrentou dias de divergências em torno dos canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”. As decisões sobre o funcionamento das ferramentas provocaram questionamentos sobre a igualdade de tratamento entre as campanhas e uma disputa jurídica envolvendo Nunes Marques e o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Na quarta-feira (14), o PT cobrou tratamento igualitário entre os canais. A campanha questionou o prazo de 48 horas estabelecido por Nunes Marques para a retomada das atividades do “Exército do Lula” após a regularização do endereço eletrônico, enquanto o canal de apoio a Flávio não havia sofrido suspensão.

Após o encontro com representantes da Meta, o plenário do TSE decidiu nesta quinta-feira derrubar a regra que previa uma espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp depois da regularização dos registros pelas campanhas.

Meta diz ter adotado medidas

Em resposta às denúncias sobre a geração de imagens, a Meta afirmou ter adotado medidas para impedir a criação de material eleitoral para qualquer candidato. Mesmo assim, os testes divulgados pela Folha continuaram apontando diferenças entre os pedidos relacionados a Lula e Flávio.

“Proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, declarou a empresa.

A campanha de Lula apresentou uma petição ao TSE acusando a Meta de interferir na disputa eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nem o tribunal nem a empresa detalharam se a produção de imagens por inteligência artificial ou a disputa envolvendo os canais de WhatsApp foram discutidas durante a reunião. Até o momento, o TSE divulgou apenas fotografias do encontro, sem informar os assuntos debatidos ou eventuais encaminhamentos.