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Meta diz ao TSE que cumpriu ordem para garantir igualdade entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Empresa afirma que conteúdos dos dois candidatos recebem tratamento igualitário após determinação da Justiça Eleitoral para corrigir possíveis diferenças na distribuição de publicações

Meta diz ao TSE que cumpriu ordem para garantir igualdade entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro

Foto: Vittor Sales/Ricardo Stuckert

Por: Metro1 no dia 20 de outubro de 2026 às 10:20

Atualizado: no dia 20 de outubro de 2026 às 10:28

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cumpriu as determinações da Corte para garantir tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.

Em manifestação enviada à Justiça Eleitoral, a empresa declarou que uma documentação técnica apresentada no processo comprova que os conteúdos relacionados aos dois candidatos são tratados de forma igualitária e sem discriminação.

A Meta também negou ter sido negligente ou ter resistido ao cumprimento das determinações judiciais. “O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem”, afirmou a empresa.

A manifestação foi apresentada após o ministro Marco Aurélio Bellizze determinar, na segunda-feira (19), que a companhia detalhasse, em até 24 horas, as medidas adotadas para assegurar a igualdade entre as candidaturas.

Campanhas apontaram possíveis diferenças

Em 15 de outubro, Bellizze determinou que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdos político-eleitorais relacionados a nenhuma das candidaturas que disputam o segundo turno. A decisão foi tomada após uma ação da campanha de Lula, que alegou dificuldades recorrentes na entrega de publicações.

A equipe do presidente também apontou diferenças no funcionamento da ferramenta de inteligência artificial da empresa. Segundo a campanha, comandos para gerar imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro eram permitidos, enquanto solicitações semelhantes envolvendo Lula não eram atendidas.

A coligação petista também questionou o alcance de publicações de perfis ligados à candidatura adversária, incluindo o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que conteúdos de sua campanha também teriam sido prejudicados pelas plataformas da Meta.

TSE restringe impulsionamento de Nikolas e Marçal

Na segunda-feira (19), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, proibiu Nikolas Ferreira e o influenciador Pablo Marçal de republicarem conteúdos que já haviam sido retirados do ar por determinação do TSE.

A decisão também determinou que a Meta e a plataforma X suspendam, até o fim do segundo turno, o impulsionamento pago de conteúdos publicados pelas contas dos dois. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 50 mil por publicação.

A medida também abrange reproduções substancialmente idênticas às publicações vetadas e proíbe tratamento privilegiado na distribuição de propaganda eleitoral.

O que a Meta deve cumprir

Entre as determinações de Bellizze estão a proibição de reduzir a distribuição, excluir recomendações ou restringir buscas de conteúdos político-eleitorais relacionados às candidaturas. A decisão também prevê ajustes nos sistemas de recomendação e nas contas de anúncios, além de exigir que a Meta AI aplique critérios idênticos aos dois candidatos.

A manifestação apresentada nesta terça-feira faz parte do acompanhamento do cumprimento dessas medidas pela Justiça Eleitoral.