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Flávio Bolsonaro comete gafe e confunde nome de mãe de menina morta por tiro de fuzil por PM que ele defende

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Flávio Bolsonaro comete gafe e confunde nome de mãe de menina morta por tiro de fuzil por PM que ele defende

Cristiane Gomes da Silva estava na plateia da Globo; senador integrou a equipe de advogados dpolicial acusado pela morte de Ana Clara, de 5 anos

Flávio Bolsonaro comete gafe e confunde nome de mãe de menina morta por tiro de fuzil por PM que ele defende

Foto: Reprodução/TV Globo

Por: Metro1 no dia 23 de outubro de 2026 às 23:32

Atualizado: no dia 24 de outubro de 2026 às 01:32

Flávio Bolsonaro (PL) cometeu uma gafe durante o debate presidencial da TV Globo, nesta sexta-feira (23), ao confundir o nome de Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, morta por um tiro de fuzil durante uma operação policial em Niterói (RJ).

"É um território dominado por esse narcoterrorista que ele defende. Ana Clara, eu quero falar para senhora, prestar de verdade a minha solidariedade por uma tragédia que aconteceu. Não consigo imaginar o que é perder uma filhinha de 5 anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e uma filha de 12. Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada. A senhora sabe que tem o tráfico de drogas aí. E o que eu tô fazendo, é que eu quero ajudar a senhora, inclusive, a saber quem foi o autor desse disparo", diz Flávio.

Questionado por Lula (PT) sobre sua atuação na defesa do policial militar acusado de efetuar o disparo, Flávio afirmou que pretende ajudar a mãe da criança a identificar o responsável pela morte, mas se referiu a ela pelo nome da filha.

“Eu quero ajudar a senhora Ana Clara (nome da menina morta) a identificar quem foi o autor desse disparo. Eu tenho a confiança de que não foi esse policial”, afirmou o senador.

Cristiane estava na plateia do debate, a convite da campanha petista. Ela ocupava a primeira fila, ao lado de integrantes da comitiva de Lula. Ao ver a gafe, Cristiane disparou: "Ela (Ana Clara) morreu".

Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, quando brincava perto de casa com o irmão mais novo, na comunidade Monan Pequeno. O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa o policial militar Bruno Dias Delaroli de ter efetuado o disparo que atingiu a criança.

A atuação de Flávio no caso ocorreu em 2024, quando o senador integrou a equipe de advogados do policial. Ele assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão de levar Delaroli a julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado.

O caso já havia sido discutido no debate da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, Flávio defendeu o exercício da advocacia e afirmou que o policial não poderia ser tratado como condenado antes do julgamento.

Segundo o Metrópoles, Cristiane afirmou que buscava explicações sobre a participação do senador na defesa do acusado e disse que Flávio nunca a havia procurado.

O julgamento de Delaroli está previsto para 5 de maio de 2027. O policial responde ao processo em liberdade, e sua defesa sustenta que ele é inocente.